Até 30 de outubro de 2026, a Unidasul Distribuidora Alimentícia identificou R$ 113,7 mil em oportunidades de recuperação de vendas em um projeto piloto conduzido em quatro lojas da rede, com redução de 10,1 por cento nos itens sem venda e concentração de 41,1 por cento do ganho potencial nos dez principais itens monitoradosSuperHiper: Unidasul recupera R$ 113,7 mil em vendas com gestão de disponibilidade nas lojas. O projeto foi feito em parceria com a Neogrid, por meio do NeoRetail Ops, entre setembro de 2025 e maio de 2026. Para quem opera rede, o dado relevante não é o valor recuperado, e sim o fato de a disponibilidade ter deixado de ser um relatório e passado a ser uma rotina diária.
O que o piloto mediu
A rede já tinha processos de auditoria e acompanhamento, mas buscava velocidade na identificação dos problemas e priorização das equipes. Esse é o ponto de partida típico de quem já mede ruptura: o dado existe, mas chega tarde e sem hierarquia. Sem hierarquia, a equipe de loja trata o item de menor valor com o mesmo esforço do item que concentra o resultado.
O modelo adotado, chamado OSA em Rota, usa dados e alertas para identificar diariamente os itens com potencial de recuperação. A diferença em relação a uma auditoria mensal não está na tecnologia, está na frequência. Ruptura corrigida no mesmo dia devolve venda; ruptura corrigida no fechamento do mês vira histórico e não muda o caixa.
Quatro pontos e um ganho concentrado
O resultado mais útil do piloto é a concentração. Quatro de cada dez reais de ganho potencial estavam em apenas dez itens monitorados. Isso significa que a fila de trabalho não precisa ser longa para produzir efeito: precisa ser curta e ordenada por valor. Redes que tratam a lista inteira com a mesma prioridade costumam gastar a equipe em itens de baixo retorno.
O indicador de itens sem venda caiu 10,1 por cento no período. É um número modesto em aparência, mas mede exatamente o que o varejo alimentar controla: quantos produtos estavam na prateleira sem registro de saída. Cada item nessa condição ocupa espaço, consome reposição e não gera receita, o que torna a redução um ganho direto de eficiência, não apenas de sortimento.
| Indicador | Resultado do piloto | Leitura |
|---|---|---|
| Oportunidade identificada | R$ 113,7 mil | Quatro lojas, nove meses |
| Itens sem venda | Queda de 10,1 por cento | Ganho de eficiência de prateleira |
| Concentração do ganho | 41,1 por cento em dez itens | Fila curta produz mais |
| Duração | Setembro de 2025 a maio de 2026 | Inclui período de sazonalidade |
Disponibilidade vira rotina diária
Transformar dado em ação no ponto de venda é o gargalo real da maioria das redes. O alerta chega ao escritório, o escritório repassa por mensagem, a loja lê quando consegue. Esse caminho leva horas ou dias, e nesse intervalo o cliente já saiu sem o produto. A proposta do piloto foi encurtar o caminho, colocando a informação onde a decisão acontece.
Há também um efeito sobre a negociação com a indústria. Quando a rede sabe, item por item, qual é a perda estimada por falta, ela deixa de discutir sortimento em termos genéricos e passa a discutir números. Isso muda a conversa sobre distribuição e prazo de entrega, porque o custo da ruptura fica explícito para as duas partes.
Priorizar por valor, não por volume
Listas longas de itens sem venda são fáceis de produzir e difíceis de executar. O critério que funciona é ordenar por receita perdida estimada, e não por quantidade de ocorrências. Uma rede que prioriza por volume trata primeiro os itens mais numerosos, que muitas vezes são os de menor margem.
Medir depois do projeto, não só durante
Pilotos tendem a mostrar resultado porque recebem atenção gerencial extra. O teste honesto é o trimestre seguinte, com a operação normal e sem acompanhamento dedicado. Se o indicador de itens sem venda voltar ao patamar anterior, o ganho era do projeto, não do processo.
Ordem de implantação
A sequência que evita retrabalho é: definir quais itens entram no escopo, calcular a perda estimada por item, ordenar por valor, distribuir o alerta para a loja e revisar semanalmente o que foi executado. Começar pela ferramenta, antes de definir o escopo, produz alertas que ninguém usa.
Para a indústria, o recado é simétrico. Quem fornece a rede ganha espaço quando ajuda a reduzir ruptura com dado, e não apenas com desconto. Disponibilidade é uma conversa sobre margem dos dois lados, e ela fica mais fácil quando o número está na mesa antes da negociação começar.
Perguntas Frequentes
R$ 113,7 mil é ganho real ou potencial?
O valor foi identificado como oportunidade de recuperação em quatro lojas. Parte se converte em venda, parte apenas corrige prateleira. A leitura correta é de potencial mapeado, não de receita realizada.
Por que o ganho se concentra em dez itens?
Porque a curva de valor é curta no varejo alimentar. Poucos itens respondem pela maior parte da perda por falta. Priorizar por receita perdida estimada é mais eficiente do que tratar a lista inteira.
O piloto serve para redes pequenas?
Serve, com ajuste de escopo. Redes menores devem começar com um conjunto reduzido de itens de alto giro e uma loja por vez. O ganho vem da frequência do alerta, não do tamanho da ferramenta.
Como saber se o resultado se sustenta?
Medindo o trimestre seguinte sem acompanhamento dedicado. Se o indicador de itens sem venda voltar ao patamar anterior, o ganho era do projeto e não do processo.










