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Drogarias passam a ocupar lojas de alimentação
2026-10-31博晓通

Drogarias passam a ocupar lojas de alimentação

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Até 30 de outubro de 2026, a SuperHiper informou que a Cencosud iniciou no Brasil um processo de integração de farmácias às suas lojas, com o objetivo de ampliar conveniência e serviços de saúde no mesmo espaço de compra. A iniciativa está alinhada à Lei nº 15.357, de 20 de março de 2026, que autoriza a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados, desde que cumpridas exigências legais, sanitárias e técnicas. A área prevista é de 220 metros quadrados, com sortimento que vai além de medicamentos e inclui suplementos, vitaminas e dermocosméticos.

O que a lei de 2026 muda na operação

Fatos conhecidosNão confirmadoA verificar
Cencosud iniciou integração de farmácias às lojas no Brasil; Lei nº 15.357 de 20 de março de 2026 autoriza farmácias em áreas de venda de supermercados; exigências legais, sanitárias e técnicas; espaço físico delimitado, separado e exclusivo; farmacêutico habilitado durante o horário de funcionamento; área prevista de 220 metros quadrados; sortimento com suplementos, vitaminas e dermocosméticosQuantas lojas receberão o formato e em que prazoSe a operação será própria ou licenciada; se o espaço de 220 metros já existe ou será construído

A exigência de espaço físico delimitado, separado e exclusivo é o ponto que mais afeta o desenho da loja. Não se trata de uma gôndola adicional com medicamentos, mas de uma área com acesso controlado e responsável técnico presente durante o horário de funcionamento. Isso muda fluxo, segurança e escala de equipe, três variáveis que o varejo alimentar costuma tratar com folga pequena.

Na prática, a loja precisa decidir onde abrir mão de área de venda para acomodar um serviço. Um espaço de 220 metros quadrados é relevante em unidades de bairro e praticamente irrelevante em hipermercados. Por isso a expansão tende a começar por formatos maiores e por lojas com corredor de alto tráfego, onde o aluguel por metro já está diluído.

Por que o sortimento vai além do medicamento

Suplementos, vitaminas e dermocosméticos têm margem maior do que a cesta básica e giro menor do que perecíveis. Essa combinação é atraente porque não exige reposição diária nem cadeia de frio, e ao mesmo tempo eleva o ticket médio. Para o supermercado, é uma forma de capturar compras que hoje migram para farmácias de rede e para o ambiente online.

A demanda do consumidor por conveniência explica o movimento, mas não garante o resultado. O shopper que resolve saúde e abastecimento na mesma ida à loja precisa encontrar orientação, não apenas prateleira. Sem farmacêutico acessível e sem atendimento consistente, o espaço vira corredor de produto e perde a razão de existir.

Conveniência como estratégia de formato

O movimento da Cencosud se soma a uma tendência do setor que já vinha se desenhando: o supermercado deixa de ser apenas ponto de abastecimento e passa a acumular serviços. Farmácia, pet, cafeteria, lavanderia e retirada de encomendas competem pelo mesmo metro quadrado. A decisão de quais serviços entram depende de frequência de visita e de margem por metro, não de preferência estratégica.

Para as marcas fornecedoras, a mudança altera a negociação de espaço. Uma categoria que entra dentro de uma farmácia interna tem regras próprias de exposição, preço e responsabilidade técnica. Quem vende dermocosmético precisa entender se o ponto de venda é a gôndola do supermercado ou o balcão da farmácia, porque o comprador e a lógica de preço são diferentes.

ItemAntes da leiDepois da lei
Farmácia na lojaRestrição legalAutorizada com exigências
EspaçoSem previsãoÁrea delimitada e exclusiva
Responsável técnicoNão previstoFarmacêutico presente
SortimentoCesta e perecíveisSoma saúde e autocuidado
Área previstaNão aplicável220 metros quadrados

O que observar na execução

O primeiro indicador é a migração de compras. Se o cliente que entra para buscar um medicamento também leva itens de cesta, o formato funcionou. Se ele entra e sai apenas com o medicamento, a loja criou um ponto de venda concorrente dentro de si mesma, com custo de ocupação e de equipe que não se paga.

O segundo é a produtividade por metro. Uma área de 220 metros quadrados precisa gerar receita comparável à de qualquer outra categoria que ocuparia o mesmo espaço. Comparar farmácia com bebidas ou com higiene pessoal é o teste mais direto, e ele deve ser feito após o período de novidade, não na semana de inauguração.

Ações de verificação para a operação

  1. A equipe de formato registra vendas por metro quadrado da área farmacêutica e compara com a categoria que ocupava o espaço.
  2. O setor de preços acompanha a diferença entre o preço praticado na loja e o da farmácia de rede vizinha.
  3. A operação mede a taxa de migração: clientes que compram medicamento e também levam item de cesta.
  4. O jurídico confirma, por loja, o cumprimento das exigências sanitárias antes da abertura.
CampoExemplo
RedeCencosud
Base legalLei 15357 de 2026
Área prevista220 metros quadrados
SortimentoSuplementos e dermocosméticos
Vendas por metroA medir
StatusAguardando revisão trimestral

O ponto central dessas checagens é separar a novidade do resultado. Uma farmácia recém-inaugurada atrai curiosidade por algumas semanas, e isso infla qualquer indicador. Só depois que o tráfego de novidade se dissipa é possível saber se o serviço criou uma nova razão de visita ou apenas redistribuiu a compra que já existia.

Os limites de evidência devem ser ditos. A informação pública traz a base legal, a área prevista e o sortimento, mas não informa quantas lojas receberão o formato, qual o investimento por unidade nem a margem esperada. Este texto discute o efeito da mudança sobre o desenho das lojas, não o desempenho da rede.

Perguntas Frequentes

  • A lei obriga o supermercado a abrir farmácia?

    Não. A lei autoriza a instalação em área de venda, desde que cumpridas exigências legais, sanitárias e técnicas.

  • Por que a área precisa ser separada?

    Porque a operação farmacêutica exige espaço delimitado e responsável técnico presente durante o horário de funcionamento.

  • Qual é o ganho esperado para a loja?

    Ticket maior e nova razão de visita, com margem superior à da cesta básica e sem necessidade de cadeia de frio.

  • Como saber se o formato funcionou?

    Pela migração de compra e pela produtividade por metro, medidas depois que o tráfego de inauguração se dissipa.

Fontes