Mercado de Entrega Rápida Cresce 45% no Brasil
O mercado de varejo instantâneo no Brasil atingiu R$ 18,7 bilhões em 2025, crescendo 45% em relação a 2024. Esse crescimento impressionante supera o e-commerce tradicional, que cresceu apenas 12% no mesmo período. O iFood lidera o mercado com 67% de participação, seguido pelo Magalu (15%) e Mercado Livre (12%).
O tempo médio de entrega nas capitais brasileiras é de 23 minutos, 8 minutos mais rápido que em 2024. Essa melhoria na velocidade de entrega está abrindo novas oportunidades para marcas de bens de consumo, especialmente em categorias como bebidas, lanches e produtos de higiene pessoal.
iFood Expande para Categorias de Supermercado
O iFood agora opera mais de 8.500 dark stores em todo o Brasil, um aumento de 52% em relação a 2024. A expansão para categorias de supermercado tem sido agressiva, com pedidos de bens de consumo crescendo 78% no último ano. As categorias de maior crescimento são refrigerantes (132%), cervejas (95%) e snacks (87%).
As marcas de bens de consumo que operam no iFood relatam aumento médio de 32% nas vendas em comparação com canais tradicionais. A capacidade de oferecer entrega em menos de 30 minutos está criando um novo padrão de conveniência para os consumidores brasileiros.
Magazine Luiza Investe em Entrega Expressa
O Magalu expandiu sua rede de hubs de entrega rápida para 3.200 unidades, concentrando-se em regiões metropolitanas como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A estratégia de "Magalu Entrega Rápida" agora cobre 85% da população urbana do Brasil, com tempo médio de entrega de 45 minutos.
Para marcas de bens de consumo, a parceria com o Magalu oferece acesso a uma base de consumidores de alta renda. Os pedidos com entrega expressa têm ticket médio 40% maior que o e-commerce tradicional, indicando que consumidores estão dispostos a pagar mais pela conveniência.
Consumidores Brasileiros Preferem Entrega Rápida
72% dos consumidores brasileiros preferem entrega em menos de 1 hora para produtos de bens de consumo, de acordo com pesquisa da NielsenIQ. A preferência é ainda mais forte entre consumidores de 18-34 anos (82%) e nas classes A e B (78%).
Os principais motivos para a preferência por entrega rápida são: conveniência (65%), esquecimento de compras no supermercado (45%) e necessidades imprevistas (38%). Marcas de bens de consumo devem considerar o varejo instantâneo como canal estratégico, não apenas como canal complementar.
Recomendações para Marcas de Bens de Consumo
Primeiro, marcas devem priorizar parcerias com iFood e Magalu, especialmente em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a penetração de entrega rápida é maior. O investimento inicial recomendado é de 15-20% do orçamento de e-commerce.
Segundo, marcas devem desenvolver SKUs específicos para canais de entrega rápida, com embalagens otimizadas para transporte em menos de 30 minutos. Tamanhos menores e embalagens resistentes têm melhor performance.
Terceiro, marcas devem monitorar preços em tempo real entre canais de entrega rápida e e-commerce tradicional, mantendo diferença máxima de 10% para evitar canibalização.
Fontes de Dados
Fontes de Dados: NielsenIQ, ABComm, iFood Official, Magazine Luiza Investor Relations, Euromonitor
Período Estatístico
Período Estatístico: Janeiro 2025 - Maio 2025
Tamanho da Amostra
SKUs Monitorados: 180.000+ | Plataformas: iFood, Magalu, Mercado Livre, Rappi | Cidades: 85+
Métodos de Análise
Métodos de Análise: Monitoramento de pedidos em tempo real, análise de crescimento ano-a-ano, comparação de plataformas
Perguntas Frequentes
O que é varejo instantâneo?
Varejo instantâneo refere-se a pedidos online entregues em menos de 30 minutos, caracterizado por dark stores mais redes de entregadores. Principais plataformas no Brasil incluem iFood, Magalu e Mercado Livre.
Qual é o tamanho do mercado de varejo instantâneo no Brasil?
O mercado de varejo instantâneo no Brasil atingiu R$ 18,7 bilhões em 2025, crescendo 45% em relação a 2024.
Por que o varejo instantâneo está crescendo mais rápido que o e-commerce tradicional?
O varejo instantâneo cresce 45% contra 12% do e-commerce tradicional, impulsionado por demanda de conveniência, expansão de dark stores e mudança de comportamento do consumidor.
Como marcas de bens de consumo podem entrar no varejo instantâneo?
Marcas devem priorizar parcerias com iFood e Magalu, desenvolver SKUs específicos para entrega rápida e monitorar preços em tempo real entre canais.
Qual é o futuro do varejo instantâneo no Brasil?
O varejo instantâneo continuará crescendo rapidamente, com expansão para cidades médias e diversificação de categorias. Marcas devem considerar o canal como estratégico.
Fontes
- NielsenIQ — Relatório de Varejo Instantâneo 2025: https://www.nielseniq.com/br/










