IA gaúcha ordena produtos conforme a intenção
2026-11-02博晓通

IA gaúcha ordena produtos conforme a intenção

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Até 1 de novembro de 2026, as informações públicas mostram que a busca dentro da loja virtual voltou ao centro da discussão. A Rocket Search, plataforma com inteligência artificial aplicada à jornada de compra, foi apresentada em 20 de outubro durante a Regional RS do E-commerce Brasil, em Porto Alegre. O mercado brasileiro movimentou mais de R$ 295 bilhões em 2025, alta de 20 por cento sobre o ano anterior, segundo a Fecomércio-SP. O fundador, Douglas Smolareki, descreve a proposta como combinação de descoberta inteligente de produtos, personalização, merchandising digital e análise de dados.

Quem não encontra, não compra

Fatos conhecidosNão confirmadoPrecisa verificar
Rocket Search foi apresentada em 20 de outubro em Porto AlegreO número de lojistas já integradosO modelo de cobrança da plataforma
Mercado brasileiro movimentou mais de R$ 295 bilhões em 2025A base de cálculo da Fecomércio-SPSe inclui marketplace e venda direta
A plataforma reúne descoberta, personalização, merchandising e análiseQuais métricas são entregues ao lojistaSe há integração com sistemas de estoque

O problema que a plataforma ataca é antigo e caro. Quando a busca interna não devolve o que o cliente procura, a venda não é adiada, é perdida, porque o comprador raramente tenta uma terceira vez. Isso explica por que a busca interna costuma ter retorno maior que a maioria das ações de mídia: ela atua sobre quem já demonstrou intenção, e o custo de melhorar a ordenação é comparativamente baixo.

A novidade está no que a IA muda nessa equação. A ordenação tradicional usa popularidade e margem; a ordenação por intenção usa o que o cliente escreveu para inferir o que ele quer comparar. Em categorias com muitos atributos, como eletrônicos e itens de casa, essa diferença decide se o resultado mostra o item certo ou apenas o item mais vendido.

Inovação em busca é inovação de sortimento

Ordenar é decidir o que aparece

Quando o lojista controla o que será apresentado, a busca deixa de ser um mecanismo neutro e passa a ser uma decisão de sortimento. Isso tem consequência prática: a ordem dos resultados define quais itens recebem tráfego e, portanto, quais itens vendem. Se a regra de ordenação só considera margem, a cauda longa desaparece da primeira página e o estoque parado aumenta sem que ninguém tenha decidido parar de vendê-lo.

O que a IA não resolve

Nenhuma camada de ordenação corrige um catálogo com atributos incompletos. Se o item não tem medida, material ou compatibilidade preenchidos, a busca por intenção não tem como diferenciá-lo. Por isso projetos de busca com IA costumam começar pela estruturação do catálogo, e não pelo modelo. A parte visível da inovação é a interface, mas o trabalho está nos dados do produto.

Há também o risco de personalização excessiva. Quando a ordenação aprende com o comportamento de cada visitante, dois clientes podem ver resultados diferentes para a mesma busca, e o lojista perde a capacidade de explicar por que um item aparece primeiro. Em categorias reguladas ou com política comercial definida, isso precisa de regra explícita, não de aprendizado automático.

Três colunas para acompanhar a busca

Medir busca apenas por conversão total esconde o efeito da ordenação. A tabela abaixo reúne as colunas que mostram se a mudança melhorou a experiência ou apenas redistribuiu cliques. As três podem ser extraídas do registro de consultas e do funil de compra, e a leitura conjunta é o que separa ganho real de reorganização de vitrine.

ColunaDefiniçãoSinal de alerta
Busca sem resultadoConsultas que não devolvem itemAcima da média do setor
Clique na primeira posiçãoShare de cliques no primeiro resultadoMuito alto indica ordenação fraca
Conversão por consultaPedidos sobre consultas por termoQueda após mudança de regra

A segunda coluna costuma ser lida ao contrário do que deveria. Um share muito alto de cliques na primeira posição não indica relevância, indica que o cliente não encontrou alternativa e desistiu de comparar. Busca saudável distribui cliques entre as primeiras posições e converte em taxas parecidas, o que mostra que a ordenação está oferecendo opções reais.

  1. O time de produto extrai o relatório de consultas sem resultado e agrupa por categoria para identificar lacunas de catálogo.
  2. O time de dados calcula a distribuição de cliques por posição e compara antes e depois de cada mudança de regra.
  3. O marketing mede conversão por termo de busca e identifica consultas com alta demanda e baixa conversão.
  4. A liderança revisa as três colunas a cada mudança de ordenação e documenta a regra aplicada a cada categoria.
CampoExemplo
Mercado em 2025R$ 295 bilhões
Crescimento do setor20 por cento
Apresentação20 de outubro
Cidade da apresentaçãoPorto Alegre

Perguntas Frequentes

  • Por que a busca interna tem retorno maior que mídia?

    Porque atua sobre quem já demonstrou intenção. O cliente que busca já quer comprar, e o custo de melhorar a ordenação é menor que o de adquirir tráfego novo.

  • Ordenação por intenção é diferente de personalização?

    Sim. A ordenação por intenção usa o termo buscado para inferir o que o cliente quer comparar. A personalização usa o histórico do visitante. As duas podem ser combinadas, mas exigem regras diferentes.

  • O que precisa estar pronto antes de contratar uma solução?

    O catálogo. Sem atributos como medida, material e compatibilidade, a busca por intenção não consegue diferenciar itens e o resultado volta a ser o mais vendido.

  • Como saber se a mudança funcionou?

    Olhando busca sem resultado, distribuição de cliques por posição e conversão por consulta juntas. Conversão isolada pode subir apenas porque a ordenação empurrou o item mais vendido para cima.

Fontes