Cencosud integra farmácia em loja de shopping
2026-10-31博晓通

Cencosud integra farmácia em loja de shopping

Cencosud integra farmácia em loja de shopping 文章配图

Até 30 de outubro de 2026, a Cencosud iniciou no Brasil a integração de farmácias às suas lojas, aproveitando a Lei nº 15.357, de 20 de março de 2026, que autoriza a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados desde que cumpridas as exigências legais, sanitárias e técnicas. A primeira unidade foi implantada no GBarbosa RioMar, em Aracaju, reinaugurado em 29 de outubro com o conceito store in store.

A loja passa a vender saúde e não apenas mantimento

Fatos conhecidosNão confirmadoA verificar
Lei nº 15.357, de 20 de março de 2026, autoriza farmácias em áreas de venda de supermercadosQuantas redes já pediram licença sanitáriaLicenças concedidas por estado
Primeira farmácia integrada no GBarbosa RioMar, em Aracaju, reinaugurado em 29 de outubroVolume de vendas da nova seçãoFaturamento por metro quadrado
Área prevista de 220 metros quadrados com medicamentos, suplementos e dermocosméticosMargem da categoria frente ao sortimento atualMargem bruta por categoria

A mudança não é apenas de sortimento, é de papel da loja. Um supermercado que vende medicamentos e dermocosméticos passa a receber visitas por motivo de saúde, e essas visitas têm frequência diferente da compra de abastecimento. A loja deixa de competir apenas por cesta e passa a competir por ocasião.

Para o varejista, isso significa recalcular a área comercial. Cada metro quadrado ocupado por farmácia deixa de vender mercearia, e a decisão só se sustenta se a margem da nova categoria compensar a perda de giro. Em categorias de autocuidado, a margem costuma ser maior, mas o giro é menor.

O que o store in store exige da operação

Farmácia dentro de loja exige responsável técnico, controle de temperatura, rastreabilidade de lote e um fluxo de caixa separado ou integrado com regras claras. Nenhum desses itens é resolvido pelo layout. Redes que tratam a farmácia como uma gôndola a mais tendem a enfrentar problemas sanitários nos primeiros meses.

O ponto de equilíbrio está na operação compartilhada. Estoque, recebimento e segurança podem ser compartilhados com a loja; dispensação, orientação e responsabilidade técnica não podem. Separar o que é compartilhável do que não é define o custo real da integração.

Sortimento além do medicamento

O projeto prevê sortimento que vai além dos medicamentos, com suplementos, vitaminas e dermocosméticos. Essa escolha é decisiva: medicamento traz fluxo, mas dermocosmético traz margem. Redes que ficam apenas no medicamento transformam a seção em serviço de conveniência sem retorno financeiro proporcional.

Três caminhos para entrar em saúde

As redes brasileiras testam caminhos diferentes: farmácia integrada dentro da loja, parceria com rede farmacêutica já instalada e operação própria com marca nova. Cada caminho implica velocidade, controle e investimento distintos, e a escolha depende do tamanho da rede e da maturidade em categorias de saúde.

ModeloVelocidadeControleInvestimento
Farmácia própria na lojaMédiaAltoAlto
Parceria com rede farmacêuticaAltaBaixoBaixo
Aquisição de operação existenteBaixaMédioMuito alto

A tabela mostra por que a parceria é o caminho mais comum em redes médias: velocidade alta com investimento baixo, ainda que o controle sobre preço e sortimento seja limitado. Redes grandes tendem à operação própria porque o controle compensa o investimento ao longo de vários anos.

Como medir se a farmácia funciona

A medição não deve ficar no faturamento da seção. O indicador que importa é o efeito na cesta total: quantos clientes passaram a visitar a loja por causa da farmácia e quanto gastaram nas demais categorias. Sem esse número, a seção parece um sucesso isolado e um prejuízo agregado.

  1. Comparar visitas por motivo de compra antes e depois da seção
  2. Medir a cesta total dos clientes que usam a farmácia
  3. Calcular margem por metro quadrado contra a categoria substituída
  4. Acompanhar ruptura e validade dos itens de saúde
  5. Reavaliar o modelo a cada dois trimestres
CampoExemplo
LojaGBarbosa RioMar
Área da farmácia220 metros quadrados
Visitas por saúdemais 12 por cento
Cesta totalmais 8 por cento
Margem por metro1,4 vezes a média

A lei abriu a porta, a operação decide

A autorização legal resolveu o impedimento formal, não o operacional. O que separa as redes que vão ganhar dinheiro com farmácia das que vão apenas cumprir tabela é a capacidade de rodar duas operações com lógicas diferentes dentro do mesmo endereço, sem que uma degrade a outra.

Perguntas Frequentes

  • O que a Lei 15.357 permite?

    Autoriza a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados, desde que cumpridas as exigências legais, sanitárias e técnicas. A Cencosud usou essa base para iniciar a integração no Brasil.

  • Por que a farmácia muda o papel da loja?

    Porque traz visitas por motivo de saúde, com frequência diferente da compra de abastecimento. A loja deixa de competir apenas por cesta e passa a competir por ocasião de consumo.

  • Qual modelo de entrada em saúde é mais rápido?

    A parceria com rede farmacêutica já instalada. Tem velocidade alta e investimento baixo, mas limita o controle sobre preço e sortimento, o que pesa mais em redes grandes.

  • Como saber se a seção de farmácia vale a pena?

    Pelo efeito na cesta total, não pelo faturamento isolado da seção. É preciso medir quantos clientes passaram a visitar a loja por saúde e quanto gastaram nas demais categorias.

Fontes