Até 1 de novembro de 2026, o ULTRABOX inaugurou uma unidade em Cidade Ocidental, em Goiás, que passa a ser a 24ª loja da bandeira e a 48ª do Grupo BIG BOX. A operação tem cerca de 1.200 metros quadrados de área de venda, funciona 24 horas e gerou 118 empregos diretos, com escala de trabalho 5x2 e jornada semanal de 40 horas. O município chega a 104.114 habitantes na estimativa do IBGE para 2026, e é essa combinação de cidade média com operação sem horário de fechamento que interessa a quem seleciona ponto.
O que uma loja de 24 horas muda na leitura do ponto
A decisão de operar 24 horas não é apenas de conveniência. Ela amplia o horário de captura de fluxo sem aumentar a área de venda, o que melhora a produtividade por metro quadrado quando existe demanda noturna suficiente. Em contrapartida, exige escala de trabalho compatível e um custo de ocupação que caiba em um tíquete médio menor.
Com 1.200 metros quadrados, a loja não compete por sortimento amplo. Compete por proximidade e por disponibilidade de horário. É um formato que vive de frequência, não de cesta grande, e essa diferença muda a forma de estimar o potencial do ponto.
Por que a escala 5x2 aparece no anúncio
Divulgar a escala de trabalho e a jornada de 40 horas junto com o número de empregos é uma escolha de comunicação que também tem efeito operacional. Em lojas de 24 horas, a rotatividade de equipe é o principal risco de execução, porque a reposição de gôndola e o fechamento de caixa dependem de pessoas em horários pouco atrativos. Uma escala previsível reduz esse risco.
Três formatos disputam a mesma área comercial
Na mesma semana, o varejo alimentar mostrou três respostas diferentes para a mesma pergunta sobre área comercial. Além da loja de 24 horas em Cidade Ocidental, o Grupo Mais Barato abriu uma flagship de 2.500 metros quadrados de área de venda em um shopping de Belém, com adega, restaurante e área infantil. E a Cencosud começou a instalar farmácias dentro de supermercados no Brasil, com área prevista de 220 metros quadrados.
Os três movimentos usam lógicas distintas de captura. A loja de 24 horas vende disponibilidade. A flagship vende tempo de permanência dentro de um centro comercial. A farmácia dentro da loja vende frequência, porque cria uma missão de compra semanal que o supermercado sozinho não gera.
Para quem monta uma lista de lojas de alto potencial, isso significa que a comparação não pode ser feita entre formatos diferentes com a mesma régua. Uma loja de 1.200 metros quadrados em cidade média e uma flagship de 2.500 metros quadrados em shopping não disputam o mesmo consumidor nem o mesmo tíquete.
Farmácia dentro da loja como gerador de frequência
A Cencosud ampara a iniciativa na Lei 15.357, de 20 de março de 2026, que autoriza a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados desde que cumpridas exigências legais, sanitárias e técnicas. O sortimento previsto vai além de medicamentos, com suplementos, vitaminas e dermocosméticos. A primeira unidade foi no GBarbosa RioMar, em Aracaju, que também foi reinaugurado com empório e nova farmácia.
Como comparar lojas de alto potencial sem errar a régua
O erro mais comum na seleção de ponto é comparar candidatas com critérios diferentes para cada uma. Quando isso acontece, o número que decide o investimento acaba sendo o mais fácil de obter, e não o mais relevante. A correção é simples: definir um conjunto fixo de critérios, aplicar a todas as candidatas e só então discutir capital.
No caso de uma loja de 24 horas em cidade média, dois critérios ganham peso acima do habitual. O primeiro é a existência de demanda noturna real, medida por fluxo de veículos e por atividade econômica no entorno imediato. O segundo é a capacidade de operar com equipe estável, porque uma loja que fecha por falta de pessoal perde exatamente o horário que justificava o investimento.
| Critério | O que mede | Como coletar |
|---|---|---|
| População da área de captação | Base mínima de consumo | Estimativa do IBGE por município e setor censitário |
| Demanda noturna | Se o horário estendido se paga | Contagem de fluxo entre 22h e 6h em três dias |
| Concorrente direto | Teto de tíquete na região | Preço e sortimento da loja líder do entorno |
| Custo de ocupação | Peso do aluguel na receita | Proposta de locação comparada com a receita projetada |
| Disponibilidade de equipe | Risco de fechamento por falta de pessoal | Salário praticado na região e rotatividade histórica |
| Área de venda possível | Sortimento que o ponto comporta | Planta do espaço e pé direito disponível |
Perguntas Frequentes
Por que uma loja de 24 horas precisa de leitura de área comercial diferente?
Porque parte da receita vem de um horário em que o fluxo é menor e o custo por hora trabalhada é maior. A área de captação precisa sustentar as duas curvas, a do dia e a da noite.
Uma cidade de 104 mil habitantes sustenta esse formato?
Pode sustentar, desde que a área de captação real concentre a demanda. O tamanho do município é ponto de partida, não resposta.
Qual o risco operacional mais concreto do formato 24 horas?
A instabilidade de equipe. Uma loja que precisa fechar por falta de pessoal perde justamente o horário que justificava o investimento.
Como comparar formatos diferentes na mesma lista de candidatas?
Use critérios comuns a todas e trate o formato como uma variável da projeção, não como um critério à parte.










