Sales: +86 10 6296 7490
35 SKU da cesta sobem 1,09 em setembro
2026-11-01博晓通

35 SKU da cesta sobem 1,09 em setembro

35 SKU da cesta sobem 1,09 em setembro article image

Até 1 de novembro de 2026, o Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços de uma cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,09 porcento em setembro, depois de quedas de 1,24 porcento em julho e de 0,57 porcento em agosto. O valor médio da cesta passou de 837,14 reais em agosto para 846,22 reais em setembro, e o acumulado de janeiro a setembro chega a 5,73 porcento. Para quem monitora preço em mais de um canal, o número agregado importa menos do que a dispersão entre os 35 itens.

O que a cesta de 35 SKU mostra em setembro

Fatos conhecidosNão confirmadoPrecisa verificar
O Abrasmercado subiu 1,09 porcento em setembro, após quedas de 1,24 porcento em julho e 0,57 porcento em agostoA composição da cesta por região metropolitanaO peso de cada um dos 35 produtos no índice
O valor médio da cesta foi de 837,14 reais em agosto para 846,22 reais em setembroO preço praticado no canal online para a mesma cestaA diferença de preço entre loja física e loja online por item
O acumulado de janeiro a setembro é de 5,73 porcentoSe o ritmo se mantém no quarto trimestreA leitura de outubro e novembro com o mesmo critério de apuração

O indicador é calculado sobre 35 produtos de largo consumo e reflete o preço de gôndola praticado no varejo supermercadista. É uma medida de loja física, e essa característica é justamente o ponto de partida para quem trabalha com preço no canal online: a cesta que o consumidor monta no aplicativo não é a mesma cesta que o índice mede, ainda que os itens sejam os mesmos.

O resultado de setembro interrompe dois meses de deflação. Julho e agosto registraram queda, e a volta da alta em 1,09 porcento mostra que a trégua de preço foi curta. Para o planejamento de promoção, isso significa que a margem disponível para desconto no quarto trimestre é menor do que a observada no meio do ano.

Dispersão dentro da cesta

O item que mais chamou atenção foi o arroz, com alta de 4,56 porcento em setembro depois de avançar 1,34 porcento em agosto, e acumulado de 4,96 porcento no ano. O óleo de soja subiu 1,83 porcento no mês, mas ainda acumula queda de 8,59 porcento entre janeiro e setembro. O açúcar refinado voltou a subir 1,11 porcento depois de cair 3,41 porcento em julho e 0,89 porcento em agosto, e acumula retração de 13,64 porcento no ano.

Arroz sobe e feijão cai na mesma cesta

Na direção oposta, o feijão recuou 4,12 porcento em setembro, terceira queda mensal consecutiva depois de retrações de 2,17 porcento em julho e 4,82 porcento em agosto, embora ainda acumule alta de 36,43 porcento no ano. O café torrado e moído caiu 1,09 porcento no mês, após reduções de 2,45 porcento em julho e 1,86 porcento em agosto, com queda acumulada de 16,19 porcento de janeiro a setembro.

Essa divergência é o dado mais útil do relatório. Dois itens da mesma cesta, medidos no mesmo mês e no mesmo canal, caminham em direções opostas e com magnitudes muito diferentes. Um índice agregado de 1,09 porcento esconde que o arroz subiu quatro vezes mais que a média e que o feijão caiu quatro vezes mais que a média no sentido contrário.

Para o varejista, a consequência é prática: uma promoção construída sobre a média da cesta erra o alvo. O desconto precisa ser desenhado por item, porque o consumidor compara o preço do arroz com o preço do arroz do mês anterior, não com a média de 35 produtos.

O que a leitura mensal esconde

Entre os demais básicos, as variações de setembro foram moderadas: a massa sêmola de espaguete avançou 0,18 porcento, enquanto caíram a farinha de mandioca em 0,47 porcento, a farinha de trigo em 0,45 porcento, o leite longa vida em 0,26 porcento, o queijo muçarela em 0,10 porcento e a margarina cremosa em 0,08 porcento. São movimentos pequenos que, somados, sustentam a alta do índice sem aparecer em nenhum título.

Como monitorar preço na loja e no canal online

O Abrasmercado mede gôndola. O consumidor, porém, compara cada vez mais o preço da loja física com o preço da loja online, e essa comparação é onde a diferença de preço aparece com mais força. O mesmo item pode ter um preço na etiqueta, outro no aplicativo, um terceiro na promoção por tempo limitado e um quarto depois do desconto de primeira compra.

O caso do Supermercado Pinheiro mostra o tipo de base que torna esse monitoramento viável. A rede criou filtros por origem, tipo de produto, forma de preparo, informação nutricional, ocasião de consumo, embalagem, marca e faixa de preço nas seções de vinhos, cafés e queijos, e cadastrou informações de cerca de 1.500 produtos para sustentar a navegação no aplicativo e no e-commerce.

Sem esse cadastro, o monitoramento não funciona. Não é possível comparar preço entre canais se o mesmo produto tem nomes diferentes, embalagens descritas de formas distintas e atributos incompletos em cada canal. A padronização do catálogo é a etapa que precede qualquer painel de preço.

Catálogo é a base do monitoramento

A promoção entra nessa estrutura como um atributo, não como um evento isolado. Se o catálogo registra preço cheio, faixa de preço e condição de promoção por item, o monitoramento consegue responder quanto do desconto foi real e quanto foi apenas uma comparação contra um preço de referência que nunca foi praticado.

CamadaO que muda entre canaisComo acompanhar
Preço de gôndolaPreço único e visível na etiquetaColeta em loja com o mesmo item de referência
Preço no aplicativoPreço, taxa de entrega e desconto de primeira compraColeta diária no mesmo CEP
PromoçãoDuração, mecânica e volume disponívelRegistro do período e do estoque ofertado
Diferença de preçoDistância entre o preço da loja e o do canal onlineCálculo por item, não pela média da cesta
CatálogoNome, embalagem e atributos do produtoPadronização antes de qualquer comparação
  1. O analista de preço define a lista fixa de itens de referência e o CEP usado na coleta do canal online.
  2. O time de catálogo padroniza nome, embalagem e atributos dos itens antes de iniciar a coleta.
  3. O analista registra diariamente o preço da loja física e o preço do aplicativo para o mesmo item.
  4. O responsável por promoção anota a mecânica, o período e o estoque ofertado de cada ação.
  5. O gerente de categoria revisa a diferença de preço por item e corrige a ação que ampliou a distância entre canais.
CampoExemplo de valor
Item de referênciaArroz branco tipo 1, pacote de 5 quilos
Preço na loja31,90 reais
Preço no aplicativo33,49 reais
Diferença de preço1,59 real
Mecânica da promoçãoLeve 3 pague 2
Variação no mês4,56 porcento

Perguntas Frequentes

  • O Abrasmercado mede preço do canal online?

    Não. O indicador acompanha o preço de gôndola de 35 produtos de largo consumo no varejo supermercadista, e por isso precisa ser complementado por uma coleta própria no aplicativo e no e-commerce.

  • Por que a diferença de preço deve ser calculada por item?

    Porque a dispersão dentro da cesta é grande. Em setembro o arroz subiu 4,56 porcento e o feijão caiu 4,12 porcento, então a média esconde movimentos opostos que exigem ações diferentes.

  • O que a promoção precisa registrar além do desconto?

    Período, mecânica e estoque ofertado. Sem esses três campos não é possível separar desconto real de uma comparação contra um preço de referência que nunca foi praticado.

  • Qual o primeiro passo para monitorar preço em dois canais?

    Padronizar o catálogo. Nome, embalagem e atributos precisam ser idênticos nos dois canais, caso contrário a comparação não fecha.

Fontes