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即时零售迈入1.2万亿时代:2026年格局生变与品牌增长机遇
2026-07-20即时零售分析师-林嘉辉

即时零售迈入1.2万亿时代:2026年格局生变与品牌增长机遇

即时零售迈入1.2万亿时代:2026年格局生变与品牌增长机遇 imagem do artigo

核心结论

2026年,中国即时零售正式迈入1.2万亿规模来源,商务部研究院数据显示同比增速维持12.6%来源,远超传统电商与线下实体零售增速之和,彻底完成从"外卖附属场景"到"全民主流零售模式"的身份跃迁。三大平台2026年Q1日均订单量:美团闪购6200万单来源、淘宝闪购5200万单来源、京东秒送800万单来源,对应市场份额分别约为53%、41%、6%。企鹅号-即时零售报道

三大平台格局深度解析

即时零售已从"效率红利"全面升维为"全时全域零售战略"。美团闪购依托超过4000万活跃骑手和成熟的本地供给网络稳居第一;淘宝闪购依托淘系电商生态实现一年内市场份额从无到有突破41%的惊人增速,代价是阿里集团电商经调整EBITA同比蒸发857亿元;京东秒送则以品牌自营和线下门店深度融合为差异化路线。搜狐-即时零售三国杀

品类结构:非餐品类全面爆发

消费电子成为即时零售最大增量赛道。艾瑞咨询数据显示,2021-2026年消费电子品类复合增长率达68.5%来源,2026年即时零售消费电子行业规模将超千亿。美团闪购内部数据披露,2024年3C家电订单量已接近京东全站四成,电脑办公类超过京东全站。新浪财经-消费电子报告


最佳实践

黄金门店选址:靠近前置仓的三大原则

  • ✅ 半径500米内覆盖3个以上居民区或写字楼,确保基础单量
  • ✅ 与美团闪购/淘宝闪购前置仓协同布局,降低履约成本30%以上
  • ✅ 优先选择高频刚需品类(生鲜/药品/数码配件)作为流量入口

价格秩序管控:防止即时零售"价格塌陷"

💡 核心观点

即时零售的核心矛盾在于线下品牌价格体系与线上即时需求的冲突。解决方案是推出"即时专供装"——容量/规格与常规渠道区隔,既满足即时需求,又保护品牌溢价。建议比例为常规品的85%容量、90%价格。

适用品类:美妆、食品、保健品等品牌敏感型品类。

铺货上翻监控:AI驱动的全渠道价格一致性管理

头部品牌已采用AI价格机器人实时监控美团/淘宝/京东三大平台即时零售价格,异常波动超过5%自动预警。某国际美妆品牌接入后,价格违规率从12%降至1.7%,窜货投诉减少76%。行业数据来源


常见误区

误区一:把即时零售当外卖做

很多品牌将即时零售简单理解为"把外卖小哥换成送货骑手",忽略了即时零售用户与传统电商用户的根本差异。数据显示,即时零售用户中67.36%来源的购买动机是"便捷性"而非"应急",年均光顾频率已升至3.0次来源(对比传统大卖场4.3次→3.8次),这是日常平权需求的体现,而非偶发应急。搜狐-即时零售研究报告

误区二:忽视低线城市潜力

美团闪购618战报数据显示,低线城市交易额增速已超一线城市,多个品牌突破历史峰值。一线城市的即时零售渗透率趋近饱和,低线城市才是2026年最大增量市场。

误区三:SKU与常规电商无差异化

即时零售用户决策窗口仅3-5分钟,需要SKU极致精简、视觉冲击力强。数据显示,专为即时零售优化的SKU(前置仓专供+小规格+高颜值包装)转化率比常规SKU高出220%来源。


总结

2026年即时零售已进入"全时全域"深水区。三大趋势值得品牌方高度关注:第一,即时零售从餐饮外卖扩展到全品类,消费电子/母婴/美妆成为新增量;第二,低线城市增速全面超越一线,下沉市场竞争格局正在重塑;第三,平台补贴战收尾,拼内功(供应链效率+价格秩序+用户体验)的时代真正到来。品牌方应尽快建立即时零售专项团队,将其提升至战略优先级。

品牌行动清单

优先级行动项预期效果
P0接入三大平台即时零售获取新渠道增量
P0上线"即时专供装"SKU保护品牌价格体系
P1部署AI价格监控机器人价格违规率降低90%
P1低线城市前置仓合作覆盖下沉市场
P2黄金门店计划申请获得平台流量扶持

数据来源


常见问题

Q:即时零售2026年市场规模究竟有多大?

A:据商务部研究院数据,2026年中国即时零售市场规模突破1.2万亿来源,同比增速维持12.6%,成为国内消费市场增速最快的赛道,远超传统电商增速之和。来源

Q:三大平台目前市场份额分别是多少?

A:2026年Q1数据显示,美团闪购日均6200万单、市场份额约53%;淘宝闪购日均5200万单、市场份额约41%;京东秒送日均800万单、市场份额约6%,三大平台合计包揽近九成市场份额。来源

Q:即时零售中哪些品类增长最快?

A:消费电子是增长最快的品类,2021-2026年复合增长率达68.5%,2026年即时零售消费电子行业规模将超千亿。美妆、母婴等高客单价品类同样爆发明显。来源

Q:品牌进入即时零售需要避开哪些坑?

A:核心误区有三个:一是把即时零售当外卖做,忽视日常平权需求;二是忽视低线城市潜力,仍固守一线城市;三是SKU与常规电商无差异化,缺乏即时场景适配。建议推出"即时专供装"SKU区隔渠道价格体系。来源

Q:即时零售用户心智发生了哪些变化?

A:用户心智已从"应急购买"转向"日常平权"。便捷性驱动需求占比达67.36%,行业年均光顾频率升至3.0次(传统大卖场从4.3次降至3.8次)。即时零售正在成为主流日常购物渠道而非应急补充。来源

Q:低线城市即时零售发展现状如何?

A:美团闪购618战报显示,低线城市交易额增速已全面超越一线城市,多个品牌突破历史峰值。低线城市是2026年即时零售最大增量市场,建议品牌优先布局。来源

Q:即时零售配送员规模有多大?

A:即时物流已成为新型基础设施,即时配送员规模从2017年的395.7万人增至2024年的1320万人来源,年复合增长率18.78%来源,成为就业与民生压舱石。来源


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<p>O Mega Polo, polo de moda em Sao Paulo, promoveu um evento para ensinar lojistas a vender no TikTok Shop, segundo reportagem publicada em 15 de outubro. A escolha do formato diz bastante: nao se trata de um curso sobre redes sociais, e sim de uma formacao sobre operacao de canal, com catalogo, estoque, envio e atendimento. Para o varejo de moda, isso sinaliza que a vitrine fisica deixou de ser apenas ponto de venda e passou a ser tambem um ativo de conteudo, com regras proprias de exposicao e giro.</p><p>A logica e simples. Um lojista que ja tem produto, estoque e vitrine montada precisa de tres coisas para vender em canal social: catalogo digital consistente, capacidade de enviar rapido e alguem capaz de apresentar o produto em video. As duas primeiras sao operacionais e resolvem-se com processo. A terceira e a mais dificil, porque exige constancia diaria e nao apenas uma acao de marketing pontual.</p><p>O dado que sustenta o movimento vem do proprio canal. Nove em cada dez consumidores do TikTok Shop dizem preferir o formato de live commerce para descobrir e comprar, segundo levantamento divulgado em 1 de outubro. Quando a preferencia e tao concentrada, a producao de conteudo deixa de ser diferencial e passa a ser requisito de entrada, com impacto direto em custo fixo e em escala de operacao.</p><p>Polos de moda funcionam como concentradores de oferta: dezenas de lojistas com produtos parecidos, publico parecido e estoque pulverizado. Historicamente, a vantagem competitiva estava na localizacao e no preco. Quando o canal social passa a intermediar a descoberta, a vantagem migra para quem consegue apresentar produto com frequencia e consistencia, e essa e uma competencia que se treina, nao se compra.</p><h3>Por que a vitrine fisica ajuda</h3><p>Uma vitrine bem montada resolve metade do problema de conteudo: iluminacao, agrupamento por ocasiao e prova de caimento. O lojista que ja investiu nisso tem material bruto pronto para gravar. O que falta, na maioria dos casos, e transformar esse material em rotina, com pauta semanal e calendario de lives, em vez de gravar apenas em datas promocionais.</p><h3>Estoque pulverizado como gargalo</h3><p>Vender em canal social exige estoque confiavel em tempo real. Em polos de moda, o mesmo modelo costuma estar distribuido entre varios lojistas, e a informacao de disponibilidade nao e compartilhada. O resultado e cancelamento por falta de produto justamente nos itens que mais giram em live, o que penaliza a reputacao da loja no canal mais do que a perda da venda isolada.</p><p>Tres movimentos tornam a operacao viavel para lojistas de pequeno e medio porte. Sao eles o catalogo minimo confiavel, a rotina de conteudo com pauta fixa e a regra de estoque para live. Nenhum exige equipe dedicada em tempo integral.</p><h3>Catalogo minimo confiavel</h3><p>Comece com 30 a 50 SKUs de giro alto, com foto padronizada, medidas reais e prazo de envio declarado. Catalogo grande sem consistencia gera cancelamento e reclamacao, que custam mais do que a receita adicional. A regra pratica e simples: e melhor ter cinquenta itens que sempre enviam do que quinhentos que as vezes faltam.</p><h3>Pauta fixa e regra de estoque</h3><p>Defina dois horarios fixos de live por semana e uma pauta que se repete, para que o publico saiba quando voltar. Em paralelo, separe uma reserva de estoque exclusiva para o canal, de 10% a 15% do volume, e trate essa reserva como compromisso. A reserva evita a disputa entre loja fisica e live pelo mesmo item, que e a causa mais comum de cancelamento.</p><p>O primeiro erro e tratar o canal social como midia e nao como operacao. Publicar videos sem catalogo, sem prazo e sem estoque confiavel produz picos de pedido seguidos de cancelamento, e o algoritmo do canal responde reduzindo alcance. A conta fecha negativa mesmo quando o video tem boa performance.</p><p>O segundo erro e contratar alguem apenas para aparecer em video. A funcao critica e a de operacao de canal, que cuida de catalogo, estoque, envio e atendimento. Sem essa funcao, o conteudo gera pedidos que a loja nao consegue cumprir, e o prejuizo aparece na avaliacao antes de aparecer no caixa.</p><p>Quando um polo promove formacao, ele produz um efeito que vai alem das lojas participantes. Padronizar catalogo, prazo e atendimento reduz a variacao de experiencia entre lojistas, e essa variacao e o principal motivo pelo qual compradores evitam polos inteiros apos uma experiencia ruim. A formacao funciona, nesse sentido, como controle de qualidade coletivo.</p><p>Ha tambem um efeito de dados. Lojistas que passam a operar com catalogo estruturado geram informacao comparavel sobre giro, devolucao e tempo de envio. Essa informacao permite ao polo negociar melhor com transportadoras e planejar eventos com base em demanda real, e nao em calendario. O ganho aparece no segundo ciclo, quando os dados ja existem.</p><p>A formacao de lojistas para vender em canal social mostra que a vitrine fisica virou ativo de conteudo. O gargalo nao e a camera, e sim catalogo confiavel, estoque reservado e rotina de publicacao.O ganho aparece primeiro na reducao de cancelamento e so depois no volume.</p><p>A sequencia pratica e montar um catalogo minimo confiavel, fixar dois horarios de live por semana e reservar de 10% a 15% do estoque para o canal. Avalie por taxa de cancelamento e recompra, nao por pico de audiencia.As tres acoes cabem em um ciclo de duas semanas por loja.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/mega-polo-em-sao-paulo-promove-evento-sobre-vendas-no-tiktok-shop/" target="_blank">Mega Polo promove evento sobre TikTok Shop</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/01/10/2026/ecommerce/live-commerce-e-formato-preferido-para-9-a-cada-10-consumidores-do-tiktok-shop/" target="_blank">Live commerce preferido por 9 em 10</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/tecnologia/uso-de-ia-para-fazer-compras-salta-de-39-para-72-no-brasil/" target="_blank">Uso de IA para compras sobe para 72%</a></p><p><strong>Por que a vitrine fisica ajuda no canal social?</strong></p><p>A: A: Porque resolve iluminacao, agrupamento por ocasiao e prova de caimento, que sao o material bruto do conteudo.</p><p><strong>Qual o tamanho ideal do catalogo inicial?</strong></p><p>A: A: De 30 a 50 SKUs de giro alto, com foto padronizada, medidas reais e prazo de envio declarado.</p><p><strong>Por que reservar estoque para o canal?</strong></p><p>A: A: Para evitar disputa com a loja fisica pelo mesmo item, que e a causa mais comum de cancelamento em live.</p><p><strong>Preciso de alguem dedicado so a aparecer em video?</strong></p><p>A: A: Nao. A funcao critica e operacao de canal: catalogo, estoque, envio e atendimento.</p><p><strong>O que medir?</strong></p><p>A: A: Taxa de cancelamento e recompra. Pico de audiencia nao indica se a operacao sustentou a demanda.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/tecnologia/nove-em-cada-dez-empresas-nao-medem-resultado-financeiro-da-ia/" target="_blank">Empresas nao medem retorno de IA</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/tecnologia/por-que-a-maioria-dos-projetos-de-ia-nao-gera-valor-e-como-mudar-esse-cenario/" target="_blank">Projetos de IA sem valor</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/06/10/2026/noticias-varejo/menos-e-mais-como-a-westwing-reduziu-63-mil-skus-e-voltou-a-gerar-caixa/" target="_blank">Westwing reduz 63 mil SKUs</a></p><!--SEO Title: Vitrine fisica vira sala de aula do canal socialMeta Description: Um polo de moda formou lojistas para vender no TikTok Shop. O gargalo nao e a camera: e catalogo confiavel, estoque reservado e rotina de publicacao.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/vitrine-fisica-formacao-canal-social-->
Painel de LED de 6,72 metros transforma a loja em midia imagem do artigo
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2026-10-19
Painel de LED de 6,72 metros transforma a loja em midia
<p>A Leroy Merlin instalou um painel de LED de 6,72 metros em uma loja de São Paulo <mark style="background:#024e9a12;">6,72 metros</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/retail-media/leroy-merlin-instala-painel-de-led-de-672-metros-em-loja-de-sao-paulo/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>). O investimento sinaliza uma mudança de função do espaço físico: a loja deixa de ser apenas local de compra e passa a operar como mídia, com inventário, audiência e métricas próprias — e isso exige conteúdo pensado para ser visto em segundos.</p><p>A lógica de retail media dentro da loja é diferente da mídia digital. O público está fisicamente presente e em processo de decisão, mas a atenção é curta e interrompida por tarefas. Um painel que exibe conteúdo genérico compete com a sinalização da própria loja e perde; conteúdo com utilidade imediata, como comparação de produtos e disponibilidade, retém atenção.</p><p>A segunda diferença é a mensuração. Na mídia digital, a atribuição depende de cliques; na loja, depende de correlação entre exposição e venda no mesmo período. Sem uma metodologia explícita, o canal é vendido por impressões estimadas e perde credibilidade frente a outros investimentos.</p><p>Conteúdo para painel não é adaptação de peça para redes sociais. A leitura acontece a metros de distância, com iluminação variável e movimento no entorno, o que impõe tipografia grande, contraste alto e mensagens de uma linha. Peças com texto denso simplesmente não são lidas.</p><p>O ciclo de atualização também muda. Um painel instalado em loja exige atualização frequente para não parecer abandonado, e essa frequência precisa ser sustentada por um processo, com calendário, responsáveis e aprovação. Sem processo, o painel vira paisagem em poucas semanas.</p><p>Três práticas tornam o investimento defensável. Elas conectam conteúdo, operação e mensuração, porque um painel sem uma dessas três partes não sustenta verba no orçamento seguinte. A escolha da métrica deve ocorrer antes da instalação, para que a linha de base seja coletada no mesmo período.</p><h3>Definir uma metrica principal por campanha</h3><p>Escolha uma métrica por campanha, como venda do produto destacado ou retirada no mesmo dia, e acompanhe apenas ela durante o período. Métricas múltiplas diluem a leitura e dificultam a decisão sobre renovar ou encerrar o formato.</p><h3>Produzir conteudo com utilidade imediata</h3><p>Priorize comparação de modelos, disponibilidade em estoque e orientação de uso. Esses conteúdos respondem a dúvidas que o cliente já tem ao entrar na loja e por isso capturam atenção mesmo em exposição breve.</p><h3>Integrar o painel ao calendario comercial</h3><p>Vincule a programação do painel ao calendário de promoções e reposição, com atualização semanal. A integração evita que a tela anuncie um produto sem estoque e transforma o espaço em extensão da operação, não em vitrine estática.</p><p>O primeiro erro é tratar retail media como receita publicitária sem custo operacional. A tela exige conteúdo, manutenção e gestão de inventário, e esses custos recaem sobre a operação da loja, que raramente foi dimensionada para produzir mídia.</p><p>O segundo erro é vender o formato por impressões estimadas sem teste de incrementalidade. Sem comparação entre lojas com e sem o painel, o anunciante não consegue separar o efeito da mídia do efeito da promoção que já existia.</p><p>O varejo brasileiro já incorporou formatos de conteúdo com venda direta. Nove em cada dez consumidores do TikTok Shop dizem preferir comprar em live commerce <mark style="background:#024e9a12;">9 em 10</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/01/10/2026/ecommerce/live-commerce-e-formato-preferido-para-9-a-cada-10-consumidores-do-tiktok-shop/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>), e polos de moda passaram a treinar lojistas para vender nessas plataformas <mark style="background:#024e9a12;">Mega Polo</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/mega-polo-em-sao-paulo-promove-evento-sobre-vendas-no-tiktok-shop/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>).</p><p>A referência serve para a mídia na loja porque ambos os formatos dependem de conteúdo recorrente e de mensuração por resposta. A diferença é que o painel não permite clique, o que torna a integração com o caixa e com o estoque ainda mais importante para provar efeito.</p><p>Um painel de 6,72 metros em loja de São Paulo mostra que o ponto de venda virou canal de mídia. A função muda, e com ela a exigência de conteúdo, processo e métrica. O formato também cria uma disputa interna, entre a área comercial e a operação da loja, pelo controle do espaço.</p><p>Definir uma métrica principal, produzir conteúdo de utilidade imediata e integrar a programação ao calendário comercial são as três condições para que o formato sobreviva ao primeiro ciclo de orçamento. O acompanhamento deve ser semanal, com registro do que foi exibido em cada período.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/retail-media/leroy-merlin-instala-painel-de-led-de-672-metros-em-loja-de-sao-paulo/" target="_blank">Mercado e Consumo Leroy Merlin LED</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/01/10/2026/ecommerce/live-commerce-e-formato-preferido-para-9-a-cada-10-consumidores-do-tiktok-shop/" target="_blank">Mercado e Consumo live commerce</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/mega-polo-em-sao-paulo-promove-evento-sobre-vendas-no-tiktok-shop/" target="_blank">Mercado e Consumo Mega Polo TikTok Shop</a></p><p><strong>O que e retail media dentro da loja?</strong></p><p>A: É o uso de espaços físicos, como telas e circuitos de sinalização, para veicular mídia de marcas e da própria rede, com métricas de exposição e venda.</p><p><strong>Como medir o efeito de um painel?</strong></p><p>A: Compare lojas com e sem o painel no mesmo período e acompanhe uma métrica principal, como venda do item destacado, para isolar o efeito da promoção.</p><p><strong>Que tipo de conteudo funciona melhor?</strong></p><p>A: Conteúdo de utilidade imediata, como comparação de modelos, disponibilidade e orientação de uso, com tipografia grande e mensagem de uma linha.</p><p><strong>Qual a frequencia ideal de atualizacao?</strong></p><p>A: Semanal, alinhada ao calendário comercial, com revisão imediata quando houver ruptura de estoque do item anunciado.</p><p><strong>O formato substitui a midia digital?</strong></p><p>A: Não. Ele complementa, porque atua no momento da decisão e não permite clique. A integração com caixa e estoque é o que sustenta a prova de efeito.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/retail-media/leroy-merlin-instala-painel-de-led-de-672-metros-em-loja-de-sao-paulo/" target="_blank">Mercado e Consumo Leroy Merlin painel LED</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/01/10/2026/ecommerce/live-commerce-e-formato-preferido-para-9-a-cada-10-consumidores-do-tiktok-shop/" target="_blank">Mercado e Consumo live commerce TikTok Shop</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/mega-polo-em-sao-paulo-promove-evento-sobre-vendas-no-tiktok-shop/" target="_blank">Mercado e Consumo Mega Polo vendas online</a></p><!--SEO Title: Painel de LED de 6,72 metros transforma a loja em midiaMeta Description: Leroy Merlin instala painel de LED de 6,72 metros em loja de Sao Paulo e transforma o ponto de venda em midia mensuravel.Canonical URL: https://www.bxtai.com/insights/leroy-merlin-painel-led-retail-media-->
Cinquenta e cinco milhoes pressionam a operacao imagem do artigo
博晓通-铺货监测分析师-陈静
2026-10-19
Cinquenta e cinco milhoes pressionam a operacao
<p>Em 16 de outubro, a Anjun Express projetou movimentar 55 milhoes de pacotes entre outubro e dezembro, com concentracao no fim de novembro. O numero e uma meta comercial, mas tambem e um teste de capacidade: cada ponto de coleta, cada rota e cada turno de separacao precisa absorver um volume que nao se distribui de forma uniforme ao longo do trimestre. Para o varejo que depende dessa malha, a leitura correta nao e o total projetado, e a forma da curva dentro do periodo.</p><p>A primeira conclusao e que o pico nao e um dia, e uma sequencia de dias com patamares diferentes. A curva tipica sobe em tres degraus: aquecimento nas duas primeiras semanas de novembro, salto na semana da promocao e um plato alto que se estende ate a primeira semana de dezembro. Cada degrau exige uma decisao operacional distinta, e tratar o trimestre como um bloco unico leva a dimensionar capacidade pela media, que e sempre menor do que o necessario no degrau mais alto.</p><p>A segunda conclusao e que o gargalo raramente esta na transportadora. Esta na coleta no lojista e na devolucao. Quando o volume sobe, o tempo de espera na porta do lojista cresce, e a transportadora perde produtividade sem que a causa apareca nos seus indicadores internos. Quem mede apenas o prazo de entrega ao consumidor final perde a visao do elo que efetivamente travou, e as acoes corretivas acabam aplicadas no lugar errado.</p><p>A formacao da curva depende de tres variaveis: o calendario promocional, a politica de frete e o comportamento de compra por categoria. As tres mudam ao mesmo tempo no quarto trimestre, o que torna a projecao mais dificil do que a media anual sugere. A experiencia de anos anteriores ajuda, mas apenas se for decomposta por essas tres variaveis, e nao apenas pelo total.</p><h3>Calendario e patamares</h3><p>O calendario promocional define os patamares. Quando duas datas promocionais ficam proximas, os volumes se sobrepoem e o pico efetivo e maior do que a soma das projecoes individuais, porque parte do pedido e antecipada e parte e repetida. Modelar a sobreposicao, e nao apenas cada data isolada, e o que separa uma projecao util de uma projecao otimista.</p><h3>Frete e concentracao</h3><p>A politica de frete muda a concentracao geografica. Frete gratis acima de um valor tende a concentrar pedidos em cestas maiores, o que reduz o numero de encomendas e aumenta o peso medio. Frete fixo baixo faz o contrario. Como a capacidade e medida em encomendas e em peso, uma mudanca de politica pode alterar a necessidade de capacidade sem alterar o numero projetado de pacotes.</p><p>Duas praticas ajudam o lojista a atravessar o pico sem perder margem. O custo de medir e baixo comparado ao custo de descobrir o gargalo apenas quando o volume ja chegou ao pico. Ambas dependem de medir o que acontece na porta do lojista, e nao apenas o que acontece no centro de distribuicao.</p><h3>Medir o tempo de espera na coleta</h3><p>Registrar o intervalo entre a chegada do veiculo e a conclusao da coleta, por loja e por turno, revela onde a malha perde tempo. Em geral, poucas lojas concentram a maior parte da perda, por falta de area de expedicao ou de pessoal treinado. Corrigir essas lojas especificas custa menos do que aumentar a frota, e o efeito aparece em poucos dias.</p><h3>Separar estoque de pico</h3><p>Separar fisicamente o estoque reservado ao pico evita que a reposicao diaria consuma o que deveria estar disponivel para os pedidos promocionais. A separacao pode ser feita por area, por palete ou por etiqueta, desde que o sistema reconheca a diferenca. Sem esse reconhecimento, o estoque reservado volta a ser tratado como disponivel e a protecao desaparece na primeira ruptura.</p><p>O primeiro erro e dimensionar a operacao pela media do trimestre. A media esconde o degrau mais alto, e o custo de errar para baixo no pico e muito maior do que o custo de sobrar capacidade nos dias de vale. A referencia correta e o percentil alto da distribuicao historica, ajustado pelo calendario do ano corrente.</p><p>O segundo erro e tratar a devolucao como processo separado. No pico, a devolucao compete pelo mesmo veiculo e pelo mesmo turno da entrega, e quando nao e planejada ela consome capacidade no pior momento. Reservar uma janela fixa para reversa, mesmo que pequena, evita que a operacao inteira seja afetada por um fluxo que poderia ser programado.</p><p>A ultima milha e o trecho mais sensivel do trimestre, porque combina volume alto com expectativa alta. O consumidor que compra em promocao compara o prazo com o de uma compra comum, e a diferenca percebida pesa mais do que a diferenca real. Por isso, comunicar o prazo antes da compra reduz reclamacao mesmo quando o prazo e maior, e essa comunicacao precisa ser construida com dados de capacidade, nao com estimativa comercial.</p><p>Ha tambem uma mudanca de mix. No pico, cresce a participacao de itens de maior volume fisico, o que reduz a densidade de encomendas por veiculo e aumenta o custo por entrega. Quem acompanha apenas o numero de pacotes nao percebe a queda de produtividade, porque o indicador parece bom. Acompanhar peso por encomenda e ocupacao por veiculo ao lado do volume e o que revela o custo real do periodo.</p><p>Por fim, a rede de pontos de coleta ganha peso proprio. Quando a entrega domiciliar satura, parte do volume migra para pontos de coleta, e essa migracao alivia a ultima milha mas pressiona o lojista parceiro. Planejar essa migracao com antecedencia, definindo horarios e limites por ponto, evita que o parceiro vire o novo gargalo.</p><p>A projecao de 55 milhoes de pacotes entre outubro e dezembro e uma meta que so faz sentido quando decomposta em patamares. Sem essa decomposicao, a meta vira um numero unico e nao orienta decisao de turno, de frota nem de contratacao temporaria. A curva tem tres degraus, e cada degrau exige uma decisao operacional distinta.</p><p>As acoes praticas sao medir o tempo de espera na coleta, separar estoque de pico, reservar janela para reversa e acompanhar peso por encomenda. Cada uma delas pode ser implementada antes do primeiro degrau da curva, que e o momento em que ainda ha folga para ajustar. O gargalo costuma estar na porta do lojista, e nao na estrada.</p><ul><li><a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/black-friday/anjun-express-projeta-movimentar-55-milhoes-de-pacotes-entre-outubro-e-dezembro/" target="_blank">Anjun Express projeta 55 m</a></li><li><a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/noticias-varejo/soneda-inaugura-maior-loja-da-rede-em-marilia-no-interior-de-sp/" target="_blank">Soneda inaugura maior loja</a></li></ul><p><strong>Por que o pico nao pode ser dimensionado pela media do trimestre?</strong></p><p>A: Porque a media esconde o degrau mais alto da curva. O custo de errar para baixo no pico e maior do que o custo de sobrar capacidade nos dias de vale.</p><p><strong>Onde costuma estar o gargalo real da operacao?</strong></p><p>A: Na coleta no lojista e na devolucao. A transportadora perde produtividade esperando, e o indicador de prazo nao mostra essa perda.</p><p><strong>Como a politica de frete afeta a capacidade necessaria?</strong></p><p>A: Ela muda o peso medio e a concentracao geografica. Menos encomendas mais pesadas exigem capacidade diferente da projetada em numero de pacotes.</p><p><strong>Por que separar estoque de pico?</strong></p><p>A: Para evitar que a reposicao diaria consuma o volume reservado aos pedidos promocionais, desde que o sistema reconheca a separacao.</p><p><strong>Qual indicador revela o custo real do periodo?</strong></p><p>A: Peso por encomenda e ocupacao por veiculo, acompanhados junto com o volume de pacotes.</p><ul><li><a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/noticias-varejo/soneda-inaugura-maior-loja-da-rede-em-marilia-no-interior-de-sp/" target="_blank">Soneda inaugura maior loja</a></li><li><a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/black-friday/anjun-express-projeta-movimentar-55-milhoes-de-pacotes-entre-outubro-e-dezembro/" target="_blank">Anjun Express projeta 55 m</a></li></ul><!--SEO Title: Cinquenta e cinco milhoes pressionam a operacaoMeta Description: Como decompor a curva de volume do quarto trimestre em patamares e onde a malha logistica perde produtividade durante o pico de encomendas.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/pico-encomendas-operacao-->
Quase metade dos itens não teve queda real de preço imagem do artigo
博晓通-铺货监测分析师-王磊
2026-10-19
Quase metade dos itens não teve queda real de preço
<p>Um estudo divulgado em 16 de outubro aponta que 45% dos produtos monitorados na Black Friday de 2025 não tiveram queda real de preço, segundo o portal Mercado & Consumo. O número não surpreende quem acompanha o varejo brasileiro, mas muda a natureza do problema. Não se trata mais de episódios isolados de má-fé, e sim de um padrão estrutural em que o preço de referência exibido na vitrine e o preço efetivamente praticado ao longo do ano seguem lógicas diferentes.</p><p>A mecânica é simples e conhecida. O varejista eleva o preço de referência semanas antes da promoção e, na data, aplica um desconto que devolve o valor anterior. O consumidor vê uma porcentagem alta e conclui que fez um bom negócio. Quando o monitoramento cobre um período longo o suficiente, a operação fica visível; quando cobre apenas a semana da promoção, ela desaparece.</p><p>O efeito de segunda ordem é mais custoso do que a perda de margem evitada. Cada edição com desconto inflado reduz a credibilidade da data como um todo, e a credibilidade é o ativo que sustenta o volume. Pesquisas recorrentes mostram que o consumidor não deixa de comprar, mas passa a comprar menos e a comparar mais, o que encarece a aquisição e reduz o ticket médio.</p><h3>Por que o preço de referência é a variável crítica</h3><p>Toda comunicação promocional depende de um preço de referência, seja o preço anterior, seja o preço de mercado. Quando esse número é construído artificialmente, a promoção deixa de ser uma informação e passa a ser uma encenação. A fiscalização, por sua vez, depende de histórico de preços, e é exatamente esse histórico que o consumidor não consegue reconstruir sozinho.</p><p>Os estudos de monitoramento costumam acompanhar cestas de categorias de alta rotação durante trinta a noventa dias antes da data. Quando a janela é longa, a proporção de itens sem desconto real tende a subir, porque o preço de referência inflado aparece com clareza. Quando a janela é curta, a mesma cesta parece muito mais promocional.</p><p>A diferença entre as duas leituras não é metodológica, é de interesse. Quem vende prefere a janela curta; quem fiscaliza precisa da longa. O consumidor, no meio, tem acesso apenas ao preço do dia e à memória do que pagou meses atrás, que é justamente a informação mais frágil.</p><h3>Categorias mais expostas</h3><p>Eletrônicos, eletrodomésticos e itens de beleza concentram a maior parte das reclamações, porque têm preço unitário alto, ciclo de compra longo e grande variação de modelo. Nessas categorias, a comparação exige memória de especificação, não apenas de valor, o que torna a verificação ainda mais difícil para o consumidor.</p><p>A primeira prática é publicar o histórico de preços do próprio item na página do produto. Redes que já fazem isso relatam queda nas reclamações e aumento na conversão, porque a transparência funciona como argumento de venda. O custo é técnico e relativamente baixo para quem já mantém histórico para fins fiscais.</p><p>A segunda prática é separar a promoção real da promoção de vitrine. Descontos financiados pelo fornecedor, liquidação de estoque e queima de coleção têm lógicas diferentes e devem ser comunicados com rótulos distintos. Quando tudo aparece como Black Friday, o consumidor perde a capacidade de distinguir e passa a desconfiar de todos.</p><h3>O papel do fornecedor na âncora de preço</h3><p>Boa parte da inflação de preço de referência nasce na negociação com o fornecedor, que autoriza um desconto sobre uma base já elevada. Incluir a cláusula de preço de referência nos acordos comerciais, com verificação por histórico, transfere o custo da checagem para quem tem os dados e reduz a tentação de inflar a base.</p><p>O primeiro erro é tratar a data como um evento de desconto máximo. A Black Friday funciona melhor como um evento de decisão, em que o consumidor já sabe o que quer e busca confirmação de preço. Quando a comunicação promete o menor preço do ano sem sustentar isso, a frustração é inevitável e o efeito se repete nas edições seguintes.</p><p>O segundo erro é medir o sucesso apenas pelo faturamento da semana. Sem acompanhar devolução, reclamação e recompra nos noventa dias seguintes, a operação parece bem-sucedida no curto prazo e destrói valor no médio. A conta só fecha quando o custo de aquisição do ano seguinte é incluído.</p><h3>Não confunda desconto com valor percebido</h3><p>Um desconto de 40% sobre um preço inflado entrega ao consumidor menos valor do que um desconto de 15% sobre um preço estável. O percentual é uma linguagem, não uma medida de benefício. Varejistas que comunicam economia absoluta, em reais, tendem a ser mais críveis do que os que comunicam apenas percentuais.</p><p>A tendência para as próximas edições é de auditoria crescente, tanto por iniciativa de órgãos de defesa do consumidor quanto por pressão de plataformas que precisam proteger a própria reputação. Monitoramentos automatizados de preço se tornaram baratos, e o resultado passa a circular com rapidez nas redes sociais.</p><p>Para o varejo, isso significa que a vantagem competitiva deixa de estar na capacidade de encenar a promoção e passa a estar na capacidade de sustentar preço. Quem consegue manter uma base de preço estável durante o ano tem mais margem para oferecer descontos verdadeiros na data, e essa margem é o novo diferencial.</p><p>Um estudo aponta que 45% dos itens monitorados na Black Friday de 2025 não tiveram desconto real. O padrão é estrutural: o preço de referência é inflado antes da data e o desconto devolve o valor anterior.O dado desloca o debate do episódio isolado para o desenho do preço de referência ao longo do ano.</p><p>A resposta prática tem três partes: publicar histórico de preços na página do produto, separar rótulos para promoções de origens diferentes e incluir cláusulas de preço de referência nos acordos com fornecedores. A credibilidade da data é o ativo que sustenta o volume.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">Mercado & Consumo: 45% dos produtos sem desconto real</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/logistica/intelipost-projeta-alta-de-14-nas-cotacoes-de-frete-na-black-friday-2026/" target="_blank">Intelipost: alta de 14% nas cotações de frete</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/black-friday/anjun-express-projeta-movimentar-55-milhoes-de-pacotes-entre-outubro-e-dezembro/" target="_blank">Anjun Express: 55 milhões de pacotes no trimestre</a></p><p>4. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/11/10/2026/logistica/lojas-com-frete-gratis-concentram-894-do-faturamento-no-e-commerce-d2c/" target="_blank">Lojas com frete grátis concentram 89,4% do faturamento</a></p><p><strong>O que caracteriza desconto real?</strong></p><p>A: A queda em relação ao preço praticado de forma consistente nos meses anteriores, não em relação a um preço de referência elevado pouco antes da promoção.</p><p><strong>Por que a janela de monitoramento importa?</strong></p><p>A: Porque janelas curtas capturam apenas o preço da semana promocional e escondem a elevação prévia da base de referência.</p><p><strong>Quais categorias concentram mais reclamações?</strong></p><p>A: Eletrônicos, eletrodomésticos e beleza, por terem preço alto, ciclo longo e comparação dependente de especificação.</p><p><strong>Publicar histórico de preços reduz reclamações?</strong></p><p>A: Sim. Redes que adotaram a prática relatam menos reclamações e melhor conversão, porque a transparência funciona como argumento de venda.</p><p><strong>Como envolver o fornecedor nessa disciplina?</strong></p><p>A: Incluindo cláusula de preço de referência nos acordos comerciais, com verificação por histórico de preços.</p><p><strong>Basta medir o faturamento da semana?</strong></p><p>A: Não. É preciso acompanhar devolução, reclamação e recompra nos noventa dias seguintes para captar o custo real da operação.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">Mercado & Consumo: estudo sobre descontos na Black Friday</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/logistica/intelipost-projeta-alta-de-14-nas-cotacoes-de-frete-na-black-friday-2026/" target="_blank">Intelipost: projeção de frete</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/logistica/jadlog-amplia-rede-de-coletas-e-chega-a-5-500-pontos-de-atendimento-no-brasil/" target="_blank">Jadlog: expansão da rede de coletas</a></p><!--SEO Title: Quase metade dos itens não teve queda real de preçoMeta Description: Estudo mostra que 45% dos itens monitorados não tiveram desconto real na Black Friday de 2025. Preço de referência inflado é o núcleo do problema.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/black-friday-desconto-real-preco-referencia-->
Foodservice cresce mas antecipacao de recebiveis sobe 30% imagem do artigo
博晓通-零售分析师-陈静
2026-10-18
Foodservice cresce mas antecipacao de recebiveis sobe 30%
<p>Metade dos bares, restaurantes e lanchonetes analisados pela F360 registrou crescimento superior a 10% no faturamento em cartão nos últimos doze meses, mas o volume de recebíveis antecipados aumentou cerca de 30% entre as empresas presentes nos dois períodos. O levantamento considera 2.550 CNPJs de alimentação, e a leitura conjunta dos dois números revela um setor que cresce e ao mesmo tempo pressiona o capital de giro, exatamente no momento em que a demanda deveria aliviar o caixa.</p><p>A primeira conclusão é que crescimento de faturamento não é sinônimo de folga financeira. <mark style="background:#024e9a12;">antecipação de recebíveis sobe 30%</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/foodservice/foodservice-cresce-mais-de-10-mas-antecipacao-de-recebiveis-dispara-30/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>) indica que parte do setor está financiando o próprio crescimento, e a antecipação tem custo: quanto maior o volume antecipado, maior a taxa implícita embutida no resultado. Um restaurante que cresce 10% e antecipa 30% mais pode terminar o ano com margem menor do que no anterior.</p><p>A segunda conclusão é que o problema é de mix de prazo, não de demanda. A parcela do faturamento antecipada passou de cerca de 10% para 13% na mesma base de empresas, o que mostra uma mudança de comportamento e não um evento isolado. Quando o percentual antecipado sobe dois ou três pontos em doze meses, o setor está trocando prazo por volume, e essa troca tem limite ( <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/noticias/o-varejo-em-sao-paulo-onde-negocios-nascem-crescem-e-ganham-novos-mercados/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>).</p><p>O foodservice tem três características que explicam o fenômeno: compra de insumos à vista ou em prazo curto, folha de pagamento semanal ou quinzenal e recebimento em cartão com prazo de liquidação. Quando o volume cresce, a necessidade de capital de giro cresce antes do recebimento, e a antecipação aparece como solução imediata. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/foodservice/foodservice-cresce-mais-de-10-mas-antecipacao-de-recebiveis-dispara-30/" target="_blank">Mercado e Consumo</a> mostra ainda que, na mesma base comparável, o faturamento em cartão recuou cerca de 4% enquanto a antecipação avançou 30%.</p><h3>O efeito da sazonalidade no fluxo</h3><p>O setor opera com picos previsíveis, e cada pico exige estoque e equipe antes da receita. Quem não constrói reserva nos meses fortes chega ao mês fraco dependendo de antecipação, e a taxa cobrada nesse momento é justamente a mais alta do ciclo. A disciplina de caixa em foodservice é, na prática, uma decisão de precificação: quem antecipa muito paga mais caro pelo mesmo real.</p><h3>O papel do cartão na formação do resultado</h3><p>O faturamento em cartão é o que permite antecipar, e por isso ele funciona como colateral informal do setor. Isso cria um incentivo perverso: aumentar a participação do cartão melhora a capacidade de antecipar, mas também aumenta a taxa de desconto (MDR) paga ao adquirente. Empresas que crescem empurrando o volume para o cartão podem estar trocando margem por liquidez sem perceber.</p><p>O caminho prático tem três partes: separar a antecipação de curto prazo do financiamento estrutural, negociar taxa por volume consolidado e acompanhar o percentual antecipado como indicador de saúde. Nenhuma das três exige investimento relevante, e juntas devolvem previsibilidade ao caixa ( <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/artigos/2027-o-consumo-pode-encontrar-um-novo-ponto-de-virada/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>).</p><h3>Separar curto prazo de estrutura</h3><p>Antecipar recebíveis para cobrir uma semana de folha é gestão de curto prazo; antecipar continuamente para financiar abertura de unidade é financiamento estrutural com custo mais alto do que uma linha bancária. Misturar as duas coisas impede a comparação de custo e esconde o verdadeiro retorno de cada projeto, o que costuma aparecer como margem baixa sem explicação aparente.</p><h3>Negociar taxa por volume consolidado</h3><p>Redes com várias unidades conseguem taxa melhor quando negociam o volume agregado em vez de contrato por loja. O ganho pode parecer pequeno em pontos percentuais, mas em um setor com margem líquida de um dígito a diferença é relevante. Consolidar também permite escolher quais recebíveis antecipar, mantendo os de menor custo para o vencimento normal.</p><p>O primeiro erro é medir desempenho apenas por faturamento. Um crescimento de 10% com antecipação de 30% pode significar resultado pior que o ano anterior. O segundo é tratar a antecipação como receita, e não como dívida com custo embutido. O terceiro é ignorar a sazonalidade na contratação de insumos, comprando no pico pelo preço do pico e financiando essa compra com a taxa mais alta do ano.</p><p>Um quarto erro é não separar a operação de salão da operação de delivery na leitura de caixa. As duas têm prazos de recebimento diferentes e custos variáveis distintos, e quando são somadas a empresa perde a capacidade de ver qual canal está consumindo capital de giro. Abrir o resultado por canal é o primeiro passo para decidir onde crescer.</p><p>A discussão sobre um novo ponto de virada do consumo em 2027 importa para o foodservice porque o setor é sensível a renda disponível e a crédito. Se o ciclo virar, o volume cresce sem que a antecipação precise acompanhar, e a margem melhora; se o crédito encarecer, a mesma base de empresas sente o efeito duas vezes, no custo da antecipação e no consumo. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/artigos/2027-o-consumo-pode-encontrar-um-novo-ponto-de-virada/" target="_blank">Mercado e Consumo</a> trata exatamente dessa inflexão.</p><p>Para o varejo de alimentos, a leitura prática é que a saúde do canal depende menos do número de novas unidades e mais da capacidade de cada uma gerar caixa. Redes que abrem lojas financiadas por antecipação contínua tendem a fechar unidades quando o crédito aperta, o que explica por que a taxa de fechamento no setor é tão alta mesmo em anos de faturamento crescente.</p><p>O foodservice cresce acima de 10% e ao mesmo tempo aumenta a antecipação de recebíveis em 30%, o que mostra um setor financiando o próprio crescimento. Separar curto prazo de estrutura, negociar taxa consolidada e acompanhar o percentual antecipado são as três alavancas que transformam faturamento em caixa. Sem isso, o crescimento vira custo.</p><p>O próximo dado a acompanhar é o percentual antecipado no primeiro trimestre de 2027, quando o consumo costuma desacelerar. Se ele voltar para perto de 10%, a disciplina melhorou; se continuar subindo, o setor está usando prazo para sustentar volume, e a correção virá por fechamento de unidades.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/foodservice/foodservice-cresce-mais-de-10-mas-antecipacao-de-recebiveis-dispara-30/" target="_blank">Mercado e Consumo foodservice</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/noticias/o-varejo-em-sao-paulo-onde-negocios-nascem-crescem-e-ganham-novos-mercados/" target="_blank">Mercado e Consumo varejo em São Paulo</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/artigos/2027-o-consumo-pode-encontrar-um-novo-ponto-de-virada/" target="_blank">Mercado e Consumo consumo 2027</a></p><p><strong>Por que a antecipação sobe se o faturamento cresce?</strong></p><p>A: Porque o capital de giro cresce antes do recebimento: insumos e folha são pagos antes da liquidação do cartão, então volume maior exige mais caixa no curto prazo.</p><p><strong>O que significa o percentual antecipado ir de 10% para 13%?</strong></p><p>A: Significa mudança de comportamento, não evento isolado: a empresa está trocando prazo por volume, e essa troca tem limite porque cada ponto antecipado tem custo implícito.</p><p><strong>Qual a diferença entre antecipar e financiar?</strong></p><p>A: Antecipar para cobrir uma semana de folha é curto prazo; antecipar continuamente para abrir unidades é financiamento estrutural, com custo maior que uma linha bancária e retorno mais difícil de medir.</p><p><strong>Como negociar taxa de antecipação?</strong></p><p>A: Consolidando o volume de várias unidades em um único contrato e escolhendo quais recebíveis antecipar, mantendo os de menor custo para o vencimento normal.</p><p><strong>Por que separar salão e delivery na leitura de caixa?</strong></p><p>A: Os dois canais têm prazos de recebimento e custos variáveis diferentes; somados, escondem qual deles está consumindo capital de giro e onde vale crescer.</p><p><strong>Qual o risco de abrir lojas com antecipação contínua?</strong></p><p>A: Quando o crédito aperta, a rede precisa fechar unidades para liberar caixa, o que explica a taxa de fechamento elevada no setor mesmo em anos de faturamento crescente.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/foodservice/foodservice-cresce-mais-de-10-mas-antecipacao-de-recebiveis-dispara-30/" target="_blank">Foodservice cresce e antecipação dispara</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/noticias/o-varejo-em-sao-paulo-onde-negocios-nascem-crescem-e-ganham-novos-mercados/" target="_blank">O varejo em São Paulo</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/artigos/2027-o-consumo-pode-encontrar-um-novo-ponto-de-virada/" target="_blank">2027 e o ponto de virada do consumo</a></p><!--SEO Title: Foodservice cresce mas antecipacao de recebiveis sobe 30%Meta Description: Metade dos 2.550 CNPJs cresce acima de 10% enquanto a antecipação de recebíveis sobe 30%, mostrando um setor que financia o próprio crescimento.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/foodservice-caixa-antecipacao-->
Consumo 50+ Chega a R$ 3,8 Trilhoes e Muda a Cesta imagem do artigo
博晓通-门店运营顾问-高翔
2026-10-18
Consumo 50+ Chega a R$ 3,8 Trilhoes e Muda a Cesta
<p>O consumo dos brasileiros com 50 anos ou mais deve alcançar R$ 3,8 trilhões em 2044, segundo projeção divulgada pelo Novo Varejo. O número chama atenção pela escala, mas o dado mais útil está na composição: essa população gasta de forma diferente do que o varejo costuma assumir, com peso maior em saúde, serviços e experiências, e menor em bens duráveis de reposição rápida. Para o lojista, a consequência prática não é criar uma seção para idosos, e sim redesenhar a loja inteira para um cliente que envelhece sem abandonar o hábito de comprar.</p><p>Primeiro, o consumo 50+ é um fenômeno de fluxo, não de nicho. <mark style="background:#024e9a12;">R$ 3,8 trilhões em 2044</mark>(<a href="https://novovarejo.com.br/consumo-dos-brasileiros-50-alcancara-r-38-trilhoes-em-2044/" target="_blank">Novo Varejo</a>) representa uma fatia crescente da massa de renda, e essa renda circula nas mesmas lojas que atendem o restante da população. Tratar o público como nicho leva a criar gôndolas específicas e a perder o essencial, que é ajustar embalagem, altura de prateleira, iluminação e atendimento para um cliente com necessidades físicas e de tempo diferentes.</p><p>Segundo, o varejo mede esse público com instrumentos inadequados. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/tecnologia/uso-de-ia-para-fazer-compras-salta-de-39-para-72-no-brasil/" target="_blank">Mercado e Consumo</a> mostra que o uso de IA para fazer compras saltou de 39% para 72% no Brasil, mas esse avanço não se distribui igualmente por faixa etária. Quando a empresa analisa adoção digital pela média, conclui que o público 50+ está conectado, e deixa de investir no canal que esse cliente realmente usa para decidir, que muitas vezes é a loja física com apoio de um familiar.</p><p>Redesenhar a loja para o cliente 50+ não exige reforma completa. Os ajustes de maior impacto são altura de prateleira, largura de corredor, sinalização com fonte legível e disponibilidade de atendimento humano em pontos de dúvida. Cada um desses itens afeta também o restante da clientela, o que torna o investimento mais fácil de justificar internamente: acessibilidade é uma melhoria de experiência geral, não um custo direcionado a um grupo.</p><h3>Embalagem Menor, Giro Maior</h3><p>Embalagem é a alavanca mais subestimada. Famílias menores compram volumes menores, e pacotes grandes, embora tenham preço por quilo melhor, geram desperdício e resistência. Ajustar a grade para incluir formatos reduzidos, mantendo o preço unitário competitivo, aumenta a frequência de compra e reduz a barreira de experimentação. O efeito no giro costuma compensar a perda de margem por unidade, sobretudo em perecíveis e produtos de limpeza.</p><h3>Atendimento Como Diferencial de Conversão</h3><p>Atendimento humano volta a ser diferencial de conversão para esse público. Quem tem dúvida sobre composição, validade ou forma de uso tende a abandonar a compra quando não encontra apoio, e o autoatendimento, embora rápido, não resolve dúvidas complexas. Escalar a equipe nos horários de maior fluxo 50+, geralmente manhã e início da tarde, custa menos do que perder a venda e melhora a percepção de serviço de toda a loja.</p><p>Três práticas ajudam a capturar esse consumo sem criar estrutura paralela: registrar quem realmente usa o produto, acompanhar recompra por faixa de cinco anos e medir a participação do público 50+ no faturamento por categoria. As três dependem de dados que a maioria das redes já tem, mas não cruza.</p><h3>Separar Comprador de Usuário</h3><p>Separar comprador de usuário é o ajuste mais importante. Quando o filho compra para o pai, o cadastro registra o perfil do filho e a análise conclui que o público jovem consome aquele produto. Incluir um campo de usuário no cadastro, mesmo que opcional, permite reconstruir a demanda real e evita decisões de sortimento baseadas em um retrato distorcido. Redes que fizeram esse ajuste relatam mudanças relevantes na grade de categorias como suplementos e higiene.</p><h3>Faixas de Cinco Anos</h3><p>Trabalhar com faixas de cinco anos evita a média que esconde tudo. O comportamento de 50 a 54 anos é muito próximo do público de 45, enquanto o de 70 a 74 anos envolve restrições de mobilidade e maior dependência de apoio. Analisar as duas faixas juntas produz uma conclusão morna, do tipo "o público 50+ é sensível a preço", que não orienta nenhuma decisão operacional concreta.</p><p>O primeiro erro é associar o público 50+ exclusivamente a saúde e suplementos. A cesta é mais ampla, com peso relevante em alimentos, serviços financeiros, turismo e melhorias domésticas. O segundo erro é comunicar com linguagem de terceira idade, o que afasta quem tem 55 anos e não se reconhece na mensagem. A comunicação funciona melhor quando trata o cliente pela necessidade, e não pela idade.</p><p>O terceiro erro é concentrar a estratégia no canal digital. A adoção de tecnologia cresce, mas a decisão de compra de maior valor ainda passa pela loja e pelo contato humano. Redes que reduzem atendimento para cortar custo descobrem depois que o público de maior ticket migrou para o concorrente que mantém balcão. O equilíbrio entre automação e presença humana é uma decisão de posicionamento, não apenas de eficiência.</p><p>O efeito na cesta média é mais forte do que na frequência. <a href="https://www.superhiper.com.br/angeloni-amplia-canais-para-ouvir-clientes-e-aprimorar-atendimento/" target="_blank">SuperHiper</a> mostra redes ampliando canais para ouvir clientes, e esse movimento faz sentido porque o público 50+ valoriza ser ouvido e reclama quando o produto muda de lugar sem aviso. Ajustes de layout comunicados com antecedência reduzem a ruptura percebida e preservam a recompra, algo especialmente importante em categorias de compra rotineira.</p><p>O segundo efeito é a fidelidade. Esse público troca de loja com menos frequência quando encontra previsibilidade, e previsibilidade significa o mesmo produto no mesmo lugar, com estoque disponível. Redes que tratam a estabilidade de sortimento como prioridade capturam uma base de receita recorrente que sustenta o caixa em períodos de demanda fraca, algo que promoções agressivas não entregam.</p><p>A projeção de R$ 3,8 trilhões em consumo 50+ até 2044 descreve uma mudança de composição da renda, não o surgimento de um nicho. O varejo que ajustar embalagem, layout, atendimento e medição de dados para esse cliente captura a fatia de maior previsibilidade da cesta.</p><p>O caminho prático é curto: separar comprador de usuário, analisar faixas de cinco anos, escalar atendimento nos horários de maior fluxo e manter estabilidade de sortimento. Nenhuma dessas ações exige grande investimento, e todas produzem efeito mensurável em recompra e ticket médio dentro de dois trimestres.</p><p>1. <a href="https://novovarejo.com.br/consumo-dos-brasileiros-50-alcancara-r-38-trilhoes-em-2044/" target="_blank">Novo Varejo: consumo dos brasileiros 50+ alcançará R$ 3,8 trilhões em 2044</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/tecnologia/uso-de-ia-para-fazer-compras-salta-de-39-para-72-no-brasil/" target="_blank">Mercado e Consumo: uso de IA para compras salta de 39% para 72%</a></p><p>3. <a href="https://www.superhiper.com.br/angeloni-amplia-canais-para-ouvir-clientes-e-aprimorar-atendimento/" target="_blank">SuperHiper: Angeloni amplia canais para ouvir clientes</a></p><p><strong>Por que o consumo 50+ não é um nicho?</strong></p><p>A: Porque essa renda circula nas mesmas lojas que atendem o restante da população; o ajuste necessário é de embalagem, layout e atendimento, não de criação de seção separada.</p><p><strong>Como separar comprador de usuário?</strong></p><p>A: Incluindo um campo de usuário no cadastro, mesmo opcional, para reconstruir a demanda real e evitar decisões de sortimento baseadas no perfil de quem apenas pagou.</p><p><strong>Por que usar faixas de cinco anos?</strong></p><p>A: Porque 50 a 54 anos se comporta de forma próxima ao público de 45, enquanto 70 a 74 envolve restrições de mobilidade; juntar as faixas produz conclusões mornas.</p><p><strong>Qual o efeito de embalagens menores?</strong></p><p>A: Aumentam a frequência de compra e reduzem a barreira de experimentação, e o ganho de giro costuma compensar a perda de margem por unidade.</p><p><strong>Atendimento humano ainda importa?</strong></p><p>A: Sim. Dúvidas sobre composição, validade e uso levam ao abandono quando não há apoio, e o autoatendimento não resolve dúvidas complexas.</p><p><strong>Por que manter estabilidade de sortimento?</strong></p><p>A: Porque previsibilidade reduz a ruptura percebida e preserva a recompra, capturando uma base de receita recorrente que sustenta o caixa em períodos fracos.</p><p>1. <a href="https://novovarejo.com.br/consumo-dos-brasileiros-50-alcancara-r-38-trilhoes-em-2044/" target="_blank">Novo Varejo: consumo dos brasileiros 50+ alcançará R$ 3,8 trilhões em 2044</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/tecnologia/uso-de-ia-para-fazer-compras-salta-de-39-para-72-no-brasil/" target="_blank">Mercado e Consumo: uso de IA para fazer compras salta de 39% para 72% no Brasil</a></p><p>3. <a href="https://www.superhiper.com.br/angeloni-amplia-canais-para-ouvir-clientes-e-aprimorar-atendimento/" target="_blank">SuperHiper: Angeloni amplia canais para ouvir clientes e aprimorar atendimento</a></p><!--SEO Title: Consumo 50+ Chega a R$ 3,8 Trilhoes e Muda a CestaMeta Description: Consumo dos brasileiros 50+ deve chegar a R$ 3,8 trilhões em 2044. Como ajustar embalagem, layout e medição para capturar essa renda.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/consumo-50-mais-redesenho-loja-->
iFood Projeta Alta de 61% em Mercearia no Fim de Ano imagem do artigo
博晓通-用户增长分析师-吴桐
2026-10-18
iFood Projeta Alta de 61% em Mercearia no Fim de Ano
<p>O iFood vai realizar a maior campanha de Black Friday dos seus 15 anos e colocou o varejo alimentar no centro da estratégia. Para a categoria de Mercado e Atacado, a plataforma projeta crescimento de 61% em vendas na comparação com a edição anterior, depois de avançar mais de 53% em 2025 e acumular alta superior a 60% em três anos. A campanha integra o ciclo de investimento de R$ 24 bilhões anunciado para o ano fiscal de abril de 2026 a março de 2027, com o mote de levar descontos do mercado à farmácia com a rapidez da entrega no mesmo dia.</p><p>A primeira conclusão é que a compra de mercado deixou de ser exceção no aplicativo e passou a ser hábito. <mark style="background:#024e9a12;">65 milhões de clientes ativos e 180 milhões de pedidos por mês</mark>(<a href="https://www.superhiper.com.br/ifood-projeta-alta-de-61-nas-vendas-de-black-friday/" target="_blank">SuperHiper</a>) formam uma base grande o suficiente para que a categoria de Mercearia sustente campanha própria, com projeção de alta de dois dígitos em vez de participação residual. Quando uma plataforma de entrega passa a crescer 61% em uma categoria de reposição doméstica, o que está em disputa não é o delivery, e sim a compra semanal que antes era do supermercado.</p><p>A segunda conclusão é que a vantagem competitiva está na velocidade de reposição, não no desconto isolado. A promessa de pedir e receber no mesmo dia muda a natureza da oferta: o cliente não compara apenas preço, compara o tempo até a necessidade ser resolvida. Isso desloca a competição para a operação, porque cumprir a promessa exige estoque próximo, separação eficiente e uma malha de entregadores dimensionada para picos, três capacidades que não se compram com verba de mídia.</p><p>O crescimento da categoria de mercearia em plataformas de entrega segue uma lógica diferente da do supermercado tradicional. No aplicativo, o cliente chega com uma necessidade específica e um tempo curto, o que favorece cestas menores e mais frequentes. A consequência operacional é que o sortimento precisa priorizar itens de alta rotação e alta urgência, e a precificação precisa acomodar a taxa de entrega sem destruir a percepção de valor da cesta.</p><h3>Cesta menor, frequência maior</h3><p>Cestas menores e mais frequentes mudam o cálculo de rentabilidade por pedido. Com tíquete mais baixo, o custo fixo de separação e entrega pesa proporcionalmente mais, e a plataforma precisa compensar com densidade de pedidos por região e com uma taxa que o cliente aceite pagar. Por isso, campanhas de desconto funcionam melhor quando combinadas com assinatura ou com incentivo a pedidos acima de um valor mínimo, que é o que permite diluir o custo logístico.</p><h3>O papel do atacado na cesta</h3><p>O atacado cumpre uma função específica nessa equação: ele eleva o tíquete e reduz a frequência necessária para manter o cliente ativo. Uma compra de reposição mensal em volume maior compensa o custo de entrega e ancora o cliente na plataforma, enquanto as compras pequenas mantêm o hábito semanal. Redes que combinam as duas modalidades conseguem atender perfis diferentes sem canibalizar uma à outra, desde que a comunicação deixe clara a diferença de proposta.</p><p>Três práticas ajudam varejistas e marcas a capturar valor nesse crescimento. Garantir disponibilidade dos itens anunciados na campanha, ajustar o sortimento ao comportamento de compra no aplicativo e tratar a operação de separação como parte da oferta. A campanha atrai o pedido, mas a experiência de receber o que foi prometido é o que decide a recompra.</p><h3>Disponibilidade dos itens anunciados</h3><p>Disponibilidade é o ponto de falha mais comum em campanhas de entrega. Anunciar um produto que não está disponível na loja de origem gera substituição, cancelamento ou pedido incompleto, e cada um desses desfechos custa mais do que o desconto concedido. Controlar a exposição do anúncio pela disponibilidade real por região, e não pela média nacional, é a forma mais direta de proteger a experiência durante o pico.</p><h3>Sortimento desenhado para o aplicativo</h3><p>Sortimento para aplicativo não é o mesmo sortimento da loja física reduzido. Ele precisa privilegiar itens que resolvem uma necessidade imediata, com embalagens adequadas ao transporte e preço que sustente a taxa de entrega. Categorias de impulso, como bebidas geladas e snacks, ganham peso; categorias de compra planejada, como limpeza em grande volume, funcionam melhor no atacado. Ajustar o mix a essa lógica aumenta o tíquete sem exigir desconto adicional.</p><p>O primeiro erro comum é tratar a campanha como ação de mídia e não como operação. Investir em exposição sem garantir estoque, capacidade de separação e entregadores disponíveis produz pico de pedidos e queda de satisfação, um resultado que custa mais caro do que a campanha rendeu. O segundo erro é comparar o crescimento da categoria no aplicativo com o crescimento da loja física, sem considerar que são cestas diferentes, com custos diferentes e margens diferentes.</p><p>O terceiro erro é ignorar o efeito de canibalização dentro da própria plataforma. Se a campanha de mercado antecipa compras que ocorreriam de qualquer forma na semana seguinte, o crescimento medido na campanha não se traduz em crescimento do mês. Acompanhar a curva de pedidos por categoria antes, durante e depois da ação é o que separa crescimento real de antecipação.</p><p>Para o supermercado tradicional, o avanço da categoria de mercearia em plataformas de entrega não significa perda automática de venda, mas exige uma resposta clara. A primeira é defender a compra planejada, que continua sendo território da loja física pela profundidade de sortimento e pelo preço por unidade. A segunda é participar da demanda de conveniência, seja por meio de lojas de proximidade, seja por integração com plataformas, em vez de disputar a mesma cesta com uma proposta pior.</p><p>A terceira resposta é medir a mudança de comportamento com dados próprios. Se o cliente da loja está reduzindo a frequência e aumentando o tíquete, isso indica migração parcial de cestas pequenas para o delivery, e a resposta deve ser ajustar o formato da loja e a política de preço das categorias afetadas, não apenas aumentar a promoção geral, que costuma corroer margem sem recuperar a missão de compra perdida.</p><p>A projeção de 61% de crescimento na categoria de Mercado e Atacado na Black Friday do iFood é um indicador de mudança estrutural, não apenas de sazonalidade. A compra de reposição doméstica está migrando para plataformas que oferecem entrega no mesmo dia, e a base de 65 milhões de clientes ativos dá escala para que essa migração se sustente.</p><p>Capturar valor nesse movimento depende de operação: disponibilidade real, sortimento desenhado para o aplicativo e capacidade de separação no pico. Varejistas que tratarem a campanha como operação, e não como mídia, convertem o pico em recompra; os que tratarem como mídia convertem o pico em reclamação.</p><p>1. <a href="https://www.superhiper.com.br/ifood-projeta-alta-de-61-nas-vendas-de-black-friday/" target="_blank">SuperHiper: iFood projeta alta de 61% nas vendas de Mercado na Black Friday</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">Mercado e Consumo: Black Friday, 45% dos produtos nao tiveram desconto real em 2025</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/noticias-varejo/justica-torna-12-ex-executivos-da-americanas-reus-por-fraude-bilionaria/" target="_blank">Mercado e Consumo: justica torna 12 ex-executivos da Americanas reus</a></p><p><strong>Qual é a projeção de crescimento para a categoria?</strong></p><p>A: O iFood projeta alta de 61% em vendas na categoria de Mercado e Atacado na Black Friday, após avançar mais de 53% em 2025 e acumular crescimento superior a 60% em três anos.</p><p><strong>Qual é a escala da plataforma hoje?</strong></p><p>A: A base soma 65 milhões de clientes ativos, 180 milhões de pedidos por mês e 500 mil estabelecimentos parceiros em mais de 2.000 cidades.</p><p><strong>Por que a entrega no mesmo dia muda a competição?</strong></p><p>A: Porque o cliente passa a comparar tempo de resolução da necessidade, não apenas preço. Isso desloca a vantagem para estoque próximo, separação eficiente e malha de entregadores.</p><p><strong>Como a cesta menor afeta a rentabilidade?</strong></p><p>A: Com tíquete mais baixo, o custo fixo de separação e entrega pesa proporcionalmente mais, o que exige densidade de pedidos por região e incentivo a valores mínimos ou assinatura.</p><p><strong>Qual o papel do atacado nessa equação?</strong></p><p>A: Elevar o tíquete e reduzir a frequência necessária para manter o cliente ativo, ancorando a compra de reposição mensal enquanto as compras pequenas sustentam o hábito semanal.</p><p><strong>Qual é o erro mais caro em campanhas de entrega?</strong></p><p>A: Anunciar itens sem disponibilidade real na loja de origem, o que gera substituição e cancelamento com custo maior do que o desconto concedido.</p><p>1. <a href="https://www.superhiper.com.br/ifood-projeta-alta-de-61-nas-vendas-de-black-friday/" target="_blank">SuperHiper: iFood projeta alta de 61% nas vendas de Mercado na Black Friday</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">Mercado e Consumo: Black Friday, 45% dos produtos não tiveram desconto real em 2025</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/noticias-varejo/justica-torna-12-ex-executivos-da-americanas-reus-por-fraude-bilionaria/" target="_blank">Mercado e Consumo: Justiça torna 12 ex-executivos da Americanas réus por fraude bilionária</a></p><!--SEO Title: iFood Projeta Alta de 61% em Mercearia no Fim de AnoMeta Description: O iFood projeta alta de 61% na categoria de Mercado e Atacado na Black Friday, com 65 milhoes de clientes ativos e entrega no mesmo dia mudando a compra semanal.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/ifood-black-friday-mercearia-->
Projetos de IA Sem Valor Exigem Metrica Financeira imagem do artigo
博晓通-生成式引擎优化研究员-何雨
2026-10-18
Projetos de IA Sem Valor Exigem Metrica Financeira
<p>A maioria dos projetos de inteligência artificial no varejo não gera valor mensurável, e a explicação mais comum não está na tecnologia, mas na ausência de uma métrica financeira definida antes do início do projeto. O debate foi tema de análise no Mercado e Consumo, que aponta a falta de vinculação entre iniciativa técnica e resultado de negócio como causa central do problema. O dado que sustenta o argumento é direto: nove em cada dez empresas não medem o resultado financeiro da IA que implantaram.</p><p>Primeiro, sem métrica financeira o projeto de IA não tem como ser encerrado. <mark style="background:#024e9a12;">nove em cada dez empresas</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/tecnologia/nove-em-cada-dez-empresas-nao-medem-resultado-financeiro-da-ia/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>) não medem resultado financeiro, o que significa que a maioria das iniciativas não tem critério de sucesso nem critério de fracasso. Na prática, o projeto continua consumindo orçamento até perder patrocínio, e a decisão de parar é política, não analítica, o que destrói a credibilidade da área para o ciclo seguinte.</p><p>Segundo, o valor da IA no varejo aparece em poucas alavancas e precisa ser isolado. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/tecnologia/por-que-a-maioria-dos-projetos-de-ia-nao-gera-valor-e-como-mudar-esse-cenario/" target="_blank">Mercado e Consumo</a> discute por que a maior parte dos projetos não gera valor e como mudar esse cenário, e o caminho apontado passa por escolher alavancas com efeito direto em margem: ruptura, estoque parado, custo de atendimento e preço. Cada uma dessas alavancas tem fórmula conhecida, e é essa fórmula que deve definir o escopo do projeto, não o contrário.</p><p>Quatro alavancas concentram quase todo o valor capturável de IA no varejo: redução de ruptura, redução de estoque parado, redução de custo de atendimento e melhoria de decisão de preço. Todas têm fórmula de impacto e todas podem ser medidas antes e depois. Projetos que não se encaixam em nenhuma delas podem ser interessantes tecnicamente, mas não têm como demonstrar retorno em linguagem financeira.</p><h3>Ruptura Tem Fórmula</h3><p>Ruptura tem fórmula simples: percentual de itens indisponíveis multiplicado pela venda média perdida e pelo número de ocorrências no período. Com essa base, o projeto de previsão de demanda passa a ter meta em reais, e a comparação entre cenários deixa de ser retórica. O ponto crítico é medir a ruptura na gôndola, não no sistema, porque o estoque registrado e o produto disponível divergem com frequência e a diferença esconde o problema real.</p><h3>Estoque Parado Também</h3><p>Estoque parado se mede pelo custo de carregamento mais a depreciação do período. Quando a IA melhora a alocação entre lojas, parte do excesso de uma unidade cobre a falta de outra, e o efeito aparece em duas linhas ao mesmo tempo: menos markdown e menos perda. Esse é o tipo de projeto que costuma se pagar rápido, porque não depende de mudança de comportamento do cliente, apenas de melhor distribuição do que já está comprado.</p><p>Três práticas separam projetos que geram valor de projetos que apenas funcionam: definir a métrica financeira antes do escopo técnico, medir a linha de base por um ciclo completo e comparar com grupo de controle. As três são simples e raramente aplicadas, o que explica a distância entre adoção e retorno.</p><h3>Métrica Antes do Escopo</h3><p>Definir a métrica antes do escopo muda a natureza da conversa. Em vez de discutir qual modelo usar, a equipe discute qual número precisa mudar e em quanto tempo, e essa pergunta filtra iniciativas que não têm caminho claro para impacto. A prática também protege a área técnica, porque desloca a cobrança de resultados para um acordo explícito firmado com o negócio, e não para uma expectativa implícita que ninguém sabe medir.</p><h3>Linha de Base e Grupo de Controle</h3><p>Linha de base e grupo de controle são o que separa correlação de causalidade. Medir a ruptura antes e depois do projeto, sem controle, atribui à IA efeitos de sazonalidade e de mudanças de sortimento feitas no mesmo período. Rodar o projeto em parte das lojas e comparar com lojas semelhantes não utilizadas reduz esse erro e produz um número defensável, que sobrevive à revisão do time financeiro.</p><p>O primeiro erro é começar pela tecnologia e depois procurar um problema. Esse caminho produz pilotos elegantes que ninguém sabe como escalar, porque não há processo de negócio esperando a solução. O segundo erro é medir adoção em vez de resultado: número de usuários ativos e consultas ao modelo crescem sem que a margem mude, e a área comemora um indicador que não paga a conta.</p><p>O terceiro erro é escolher um caso tão complexo que o resultado não pode ser isolado. Projetos que mexem em sortimento, preço e atendimento ao mesmo tempo tornam impossível saber qual mudança produziu o efeito observado, e a empresa fica sem aprendizado transferível. A regra prática é começar por uma alavanca, com uma loja ou um conjunto pequeno, e ampliar só depois de fechar a conta da primeira.</p><p>Governança é o que sustenta o resultado depois do piloto. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/artigos/o-sistema-nao-aprovou-quem-responde-por-isso/" target="_blank">Mercado e Consumo</a> discute quem responde quando o sistema decide, e essa pergunta é decisiva no varejo: se o modelo de preço erra, a responsabilidade é da área que definiu a regra, do time que aprovou ou do gestor da loja que executou? Definir essa cadeia antes evita que a correção vire disputa interna e que a iniciativa perca velocidade justamente quando começa a funcionar.</p><p>A segunda camada de governança é o registro de decisões. Sem histórico de quais parâmetros foram alterados, quando e por quem, a empresa não consegue reproduzir um resultado positivo nem investigar um negativo. O registro também serve como memória organizacional: em um setor com alta rotatividade, o conhecimento sobre o que funcionou tende a desaparecer com as pessoas, e o dado é o único ativo que permanece.</p><p>A constatação de que nove em cada dez empresas não medem o resultado financeiro da IA explica por que tantos projetos não geram valor. O problema não é falta de tecnologia disponível, e sim falta de vínculo entre iniciativa e alavanca de margem com fórmula conhecida.</p><p>O caminho prático é definir a métrica antes do escopo, medir a linha de base por um ciclo completo, usar grupo de controle e começar por uma única alavanca. Empresas que seguirem essa sequência terão projetos menores em número e muito maiores em retorno, e uma área de dados capaz de justificar o próprio orçamento com números.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/tecnologia/nove-em-cada-dez-empresas-nao-medem-resultado-financeiro-da-ia/" target="_blank">Mercado e Consumo: nove em cada dez empresas não medem resultado financeiro da IA</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/tecnologia/por-que-a-maioria-dos-projetos-de-ia-nao-gera-valor-e-como-mudar-esse-cenario/" target="_blank">Mercado e Consumo: por que a maioria dos projetos de IA não gera valor</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/artigos/o-sistema-nao-aprovou-quem-responde-por-isso/" target="_blank">Mercado e Consumo: o sistema não aprovou, quem responde por isso</a></p><p><strong>Por que a maioria dos projetos de IA não gera valor?</strong></p><p>A: Porque não há métrica financeira definida antes do início, o que impede distinguir sucesso de fracasso e mantém o projeto consumindo orçamento sem critério de parada.</p><p><strong>Quais alavancas concentram o valor?</strong></p><p>A: Redução de ruptura, redução de estoque parado, redução de custo de atendimento e melhoria de decisão de preço, todas com fórmula de impacto mensurável antes e depois.</p><p><strong>Como calcular o impacto da ruptura?</strong></p><p>A: Percentual de itens indisponíveis multiplicado pela venda média perdida e pelo número de ocorrências no período, medindo na gôndola e não no sistema.</p><p><strong>Por que usar grupo de controle?</strong></p><p>A: Para separar causalidade de sazonalidade: comparar lojas com o projeto e lojas semelhantes sem ele produz um número defensável perante o time financeiro.</p><p><strong>Qual o erro de medir adoção?</strong></p><p>A: Usuários ativos e consultas crescem sem que a margem mude, e a área comemora um indicador que não paga a conta nem demonstra retorno.</p><p><strong>Por que registrar decisões?</strong></p><p>A: Para reproduzir resultados positivos e investigar negativos, além de preservar memória organizacional em um setor com alta rotatividade de equipe.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/tecnologia/nove-em-cada-dez-empresas-nao-medem-resultado-financeiro-da-ia/" target="_blank">Mercado e Consumo: nove em cada dez empresas não medem resultado financeiro da IA</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/tecnologia/por-que-a-maioria-dos-projetos-de-ia-nao-gera-valor-e-como-mudar-esse-cenario/" target="_blank">Mercado e Consumo: por que a maioria dos projetos de IA não gera valor e como mudar esse cenário</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/14/10/2026/artigos/o-sistema-nao-aprovou-quem-responde-por-isso/" target="_blank">Mercado e Consumo: o sistema não aprovou, quem responde por isso</a></p><!--SEO Title: Projetos de IA Sem Valor Exigem Metrica FinanceiraMeta Description: Nove em cada dez empresas não medem o resultado financeiro da IA. Quatro alavancas com fórmula conhecida e como definir métrica antes do escopo.Canonical URL: https://www.bxtai.com/insights/projetos-ia-metrica-financeira-->
Passivo trabalhista vira previsibilidade de folha imagem do artigo
博晓通-快消品研究员-陈静
2026-10-19
Passivo trabalhista vira previsibilidade de folha
<p>A Casas Bahia fechou acordo para indenizar mais de 4 mil trabalhadores demitidos, encerrando parte da incerteza juridica que acompanhava a reestruturacao da rede. Para o varejo de lojas fisicas, o caso vai alem do caixa: acordos desse porte alteram a previsibilidade do custo de pessoal, que e o segundo maior item da estrutura de uma unidade e o mais dificil de ajustar sem afetar atendimento. A forma como a rede reorganiza turnos e cobertura de loja depois do acordo define se a economia obtida se sustenta.</p><p>Primeiro, o acordo troca passivo por previsibilidade. Processos trabalhistas em volume geram provisoes dificeis de estimar e consomem gestao. <mark style="background:#024e9a12;">acordo para indenizar mais de 4 mil trabalhadores demitidos</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/casas-bahia-fecha-acordo-para-indenizar-mais-de-4-mil-trabalhadores-demitidos/" target="_blank">Mercado e Consumo</a>)Ao fechar o acordo, a rede converte uma obrigacao incerta em um desembolso conhecido, o que melhora a capacidade de planejar investimento em loja e reposicao de estoque.</p><p>Segundo, a economia real depende da cobertura de loja, nao do corte de headcount. Reduzir equipe sem redesenhar turnos costuma transferir custo para o cliente na forma de fila, ruptura e queda de conversao. O ganho sustentavel vem de escalas que acompanham o fluxo real por hora, com picos cobertos e vales enxutos.</p><p>O comercio paulista registrou queda de 6,75% na geracao de empregos em agosto, sinal de que o mercado de trabalho do setor esta menos aquecido. Para as redes, isso tem dois lados: menos pressao de rotatividade e mais cautela do consumidor, o que reduz o volume que sustenta a folha.</p><p>Quando o volume cai, a folha fixa se torna o principal alavanca de curto prazo. Mas cortar horas em categorias erradas compromete justamente as atividades que geram receita, como reposicao e atendimento em horario de pico.Sem essa leitura, a folha fixa volta a crescer por inercia e o problema reaparece no ciclo seguinte.</p><h3>Escala por fluxo, nao por tradicao</h3><p>Muitas lojas mantem escalas herdadas de anos anteriores, sem relacao com o fluxo atual. Redesenhar a escala a partir da contagem de clientes por hora, medida durante quatro semanas, costuma liberar horas sem reduzir cobertura nos momentos que importam.Escalas herdadas raramente correspondem ao fluxo atual, e esse descompasso costuma ser a maior fonte de custo oculto.</p><p>Para redes que passam por reestruturacao, tres praticas ajudam a preservar a operacao. Medir fluxo por hora antes de redesenhar escalas. Proteger as funcoes que sustentam receita, como reposicao e caixa em pico. E comunicar o acordo de forma clara para a equipe restante, porque a percepcao de inseguranca reduz produtividade mesmo entre quem permanece.</p><h3>Reposicao e caixa em pico sao intocaveis</h3><p>Duas funcoes pagam o proprio custo: reposicao, que evita ruptura, e caixa em horario de pico, que evita fila. Cortes nessas areas aparecem rapidamente na conversao e na satisfacao, e costumam ser revertidos com custo maior do que a economia original.</p><h3>Comunicacao interna e parte do acordo</h3><p>Um acordo trabalhista comunica duas coisas: que a empresa resolve passivos e que houve demissoes. Sem uma narrativa clara sobre o que muda para quem fica, a equipe interpreta o pior, e a queda de produtividade aparece nas semanas seguintes.</p><p>O primeiro erro e tratar o acordo como fim do problema. O passivo juridico termina, mas a estrutura de custo que gerou o passivo permanece se a rede nao redesenhar escalas e processos. Sem essa mudanca, um novo ciclo de acordos tende a aparecer em dois ou tres anos.</p><p>O segundo erro e cortar treinamento para proteger margem. Treinamento e uma das primeiras linhas a serem reduzidas em reestruturacoes, e uma das que mais rapidamente afetam indicadores de atendimento. O custo aparece depois, na forma de retrabalho e rotatividade.</p><p>Acordos de grande porte raramente sao apenas sobre dinheiro. Eles refletem anos de decisao sobre jornada, metas e cobertura de loja, e costumam indicar que a rede operou com escalas desenhadas para um volume que nao se confirmou.O que se cobra do setor e que a gestao de pessoas entre no mesmo painel de vendas e estoque, com indicadores comparaveis.</p><p>A leitura util para o setor e que a gestao de pessoas precisa entrar no mesmo painel que vendas e estoque. Quando a escala e definida por fluxo medido, e nao por habito, o custo de pessoal deixa de ser uma surpresa no fechamento e passa a ser uma variavel gerenciada.</p><h3>Indicadores de pessoas no painel de loja</h3><p>Horas por atendimento, custo de folha por venda e cobertura de pico sao indicadores simples que conectam pessoas a resultado. Coloca-los no mesmo painel de vendas e estoque muda a conversa: a escala deixa de ser uma disputa entre loja e matriz e passa a ser uma decisao baseada em dados.</p><p>O acordo da Casas Bahia resolve um passivo e abre uma pergunta operacional: como operar a mesma rede com uma estrutura de pessoal mais enxuta e previsível. A resposta esta na escala por fluxo, nao no corte linear de horas.</p><p>Redes que medirem fluxo, protegerem reposicao e caixa em pico e comunicarem o acordo com clareza tendem a sair da reestruturacao com a operacao intacta. As que tratarem o acordo como ponto final voltam ao mesmo problema.As que tratarem o acordo como ponto final voltam ao mesmo problema em dois ou tres anos, com passivo renovado.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/casas-bahia-fecha-acordo-para-indenizar-mais-de-4-mil-trabalhadores-demitidos/" target="_blank">Casas Bahia fecha acordo para indenizar mais de 4 mil trabalhadores demitidos</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/comercio-de-sao-paulo-tem-queda-de-675-na-geracao-de-empregos-em-agosto/" target="_blank">Comercio de Sao Paulo tem queda de 6,75% na geracao de empregos em agosto</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/noticias-varejo/justica-torna-12-ex-executivos-da-americanas-reus-por-fraude-bilionaria/" target="_blank">Justica torna 12 ex-executivos da Americanas reus por fraude bilionaria</a></p><p><strong>Por que o acordo importa para a operacao?</strong></p><p>A: Ele converte um passivo incerto em desembolso conhecido e permite planejar investimento em loja e estoque.</p><p><strong>Cortar equipe reduz custo de forma sustentavel?</strong></p><p>A: Nao se a escala nao for redesenhada; cortes lineares transferem custo para o cliente em fila e ruptura.</p><p><strong>Como redesenhar escalas?</strong></p><p>A: Medindo fluxo por hora durante quatro semanas e ajustando cobertura aos picos reais.</p><p><strong>Quais funcoes devem ser protegidas?</strong></p><p>A: Reposicao e caixa em horario de pico, porque sustentam conversao e receita.</p><p><strong>Por que comunicar o acordo internamente?</strong></p><p>A: Sem narrativa clara, a equipe restante interpreta o pior e a produtividade cai.</p><p><strong>Que indicadores acompanhar?</strong></p><p>A: Horas por atendimento, custo de folha por venda e cobertura de pico.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/casas-bahia-fecha-acordo-para-indenizar-mais-de-4-mil-trabalhadores-demitidos/" target="_blank">Casas Bahia fecha acordo para indenizar mais de 4 mil trabalhadores demitidos</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/15/10/2026/noticias-varejo/comercio-de-sao-paulo-tem-queda-de-675-na-geracao-de-empregos-em-agosto/" target="_blank">Comercio de Sao Paulo tem queda de 6,75% na geracao de empregos em agosto</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/noticias-varejo/justica-torna-12-ex-executivos-da-americanas-reus-por-fraude-bilionaria/" target="_blank">Justica torna 12 ex-executivos da Americanas reus por fraude bilionaria</a></p><!--SEO Title: Passivo trabalhista vira previsibilidade de folhaMeta Description: Acordo da Casas Bahia com 4 mil demitidos muda a previsibilidade do custo de pessoal no varejo.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/casas-bahia-acordo-custo-loja-2026-->
Nem toda oferta anunciada trazia vantagem ao comprador imagem do artigo
博晓通-价格策略分析师-张宁
2026-10-19
Nem toda oferta anunciada trazia vantagem ao comprador
<p>Um estudo divulgado nesta semana aponta que 45% dos produtos monitorados na Black Friday de 2025 não tiveram ágio real em relação ao preço médio praticado antes da promoção. O dado não é novo em natureza, mas é novo em escala: quase metade da vitrine anunciada como desconto não oferecia vantagem concreta. Para o varejo online, isso desloca o problema do campo da comunicação para o campo da arquitetura de preço, porque o cliente que descobre a diferença não reclama apenas daquela compra, ele passa a desconfiar de todas as próximas.</p><p>O primeiro efeito é a erosão da referência. <mark style="background:#024e9a12;">45% dos produtos sem ágio real frente ao preço médio</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">estudo</a>) Quando o preço "de" é inflado semanas antes, o cliente aprende que o preço cheio não significa nada. A partir daí, toda a política de preço perde poder de sinalizar valor, e a única variável que resta é o desconto nominal.</p><p>O segundo efeito é o custo de monitoramento. <mark style="background:#024e9a12;">o estudo comparou preços praticados ao longo do ano</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">metodologia</a>) Comparar o preço do dia com o preço médio dos meses anteriores é uma operação simples de fazer e difícil de contestar. Quem opera com inflação de preço de referência está apostando que ninguém vai fazer essa conta, e essa aposta fica mais arriscada a cada ano.</p><h3>Por que a inflacao de referencia ainda acontece</h3><p>Porque o retorno é imediato e o custo é difuso. Subir o preço cheio por três semanas aumenta a percepção de desconto no dia da promoção, e o impacto negativo aparece depois, espalhado entre avaliações, reclamações e queda de recompra. Como nenhuma dessas consequências aparece na planilha da campanha, a prática sobrevive.</p><p>O cliente percebe por três caminhos. O primeiro é a memória de compra: quem comprou o mesmo item meses antes sabe o preço. O segundo são os comparadores e extensões de navegador, que guardam histórico. O terceiro são as próprias avaliações, onde a frase "comprei mais caro na promoção" circula por anos e aparece antes de qualquer argumento da marca.</p><p>Nenhum desses caminhos depende de jornalismo investigativo. <mark style="background:#024e9a12;">a Leroy Merlin instalou painel de LED de 672 metros na loja</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/retail-media/leroy-merlin-instala-painel-de-led-de-672-metros-em-loja-de-sao-paulo/" target="_blank">retail media</a>) A transparência de preço, aliás, é uma vantagem competitiva que a loja física ainda tem: o cliente vê o preço na gôndola e compara com o histórico que ele mesmo registrou.</p><h3>O papel das avaliacoes</h3><p>Avaliações funcionam como memória coletiva de preço. Um comentário de dois anos atrás dizendo "paguei menos em maio" tem mais peso do que qualquer selo de desconto, porque é verificável por quem já comprou. Marcas que moderam avaliações de preço perdem justamente o sinal que sustenta a confiança.</p><p>A primeira prática é definir o preço de referência como a mediana dos 90 dias anteriores, e não como o preço cheio do dia anterior. <mark style="background:#024e9a12;">frete grátis concentra 89,4% do faturamento no D2C</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/11/10/2026/logistica/lojas-com-frete-gratis-concentram-894-do-faturamento-no-e-commerce-d2c/" target="_blank">receita D2C</a>) Em canais D2C, onde a receita depende de recompra, essa definição protege o ativo mais valioso, que é a confiança no preço.</p><p>A segunda prática é separar desconto de benefício. Em vez de cortar 30% do preço, ofereça frete, brinde ou prazo estendido: o cliente percebe valor sem que a referência de preço seja destruída. A terceira é publicar o histórico de preço nos itens de maior giro, o que reduz a tentação de inflar a referência.</p><h3>A regra dos 90 dias</h3><p>Toda comunicação de desconto deveria citar a base de comparação: "menor preço em 90 dias" é verificável, "de 299 por 199" não é. Adotar a primeira formulação obriga a operação a manter o preço estável fora da promoção, que é exatamente o comportamento que protege a margem ao longo do ano.</p><p>O primeiro erro é medir a campanha apenas por receita do período. Receita alta com confiança baixa é um empréstimo, não um resultado. O indicador correto combina receita, taxa de recompra em 90 dias e volume de reclamações sobre preço.A receita do pico pode crescer e, ao mesmo tempo, deixar uma base de clientes que não volta no trimestre seguinte.</p><p>O segundo erro é culpar o marketplace pela inflação de referência. <mark style="background:#024e9a12;">a receita D2C se concentra em lojas com frete grátis</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/11/10/2026/logistica/lojas-com-frete-gratis-concentram-894-do-faturamento-no-e-commerce-d2c/" target="_blank">canal próprio</a>) A prática nasce na política do vendedor, não na plataforma. Quem opera canal próprio tem controle total sobre a referência e, portanto, responsabilidade total sobre ela.</p><p>O pico funciona como teste de estresse da política de preço. Se a margem só fecha com desconto agressivo, o problema está na estrutura de custo, não na campanha. Se a conversão só acontece com selo de desconto, o problema está na percepção de valor construída ao longo do ano.</p><p>As duas leituras levam a ações diferentes. <mark style="background:#024e9a12;">a marca Bis entrou na categoria de sorvetes</mark>(<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/produtos/marca-bis-estreia-na-categoria-de-sorvetes-com-picole-e-caixinha-de-mini-bites/" target="_blank">extensão de linha</a>) Extensões de linha e novos formatos são uma forma legítima de criar novidade sem mexer no preço do item principal, e essa é uma saída mais saudável do que inflar a referência para simular desconto.</p><h3>Como comunicar sem inflar</h3><p>Três formatos funcionam: menor preço em 90 dias, condição exclusiva de canal e benefício adicional sem corte de preço. Os três são verificáveis e os três preservam a referência, o que permite repetir a campanha no ano seguinte sem perder credibilidade.</p><p>Quase metade da vitrine sem ágio real não é um detalhe de campanha, é um indicador de como o preço está sendo usado. Quando o desconto deixa de sinalizar valor e passa a ser o único argumento, a próxima campanha precisa ser ainda mais agressiva para produzir o mesmo efeito.</p><p>O caminho é técnico: adotar mediana de 90 dias como referência, separar desconto de benefício, publicar histórico nos itens de maior giro e medir recompra em 90 dias. A adoção já é alta o bastante para que o gargalo deixe de ser a ferramenta e passe a ser a disciplina em torno dela. Com histórico de preço acessível, a inflação de referência se torna um risco desnecessário.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">Estudo: 45% sem ágio real na Black Friday</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/11/10/2026/logistica/lojas-com-frete-gratis-concentram-894-do-faturamento-no-e-commerce-d2c/" target="_blank">Frete grátis concentra 89,4% do faturamento D2C</a></p><p>3. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/retail-media/leroy-merlin-instala-painel-de-led-de-672-metros-em-loja-de-sao-paulo/" target="_blank">Leroy Merlin e retail media em loja</a></p><p>4. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/17/10/2026/produtos/marca-bis-estreia-na-categoria-de-sorvetes-com-picole-e-caixinha-de-mini-bites/" target="_blank">Bis entra na categoria de sorvetes</a></p><p><strong>O que é ágio real?</strong></p><p>A: A diferença entre o preço promocional e a mediana praticada nos meses anteriores, não o preço cheio do dia anterior.</p><p><strong>Por que a prática persiste?</strong></p><p>A: Porque o retorno é imediato e o custo aparece depois, diluído em reclamações e queda de recompra.</p><p><strong>Como o cliente percebe?</strong></p><p>A: Por memória de compra, comparadores de preço e avaliações antigas que registram o valor pago.</p><p><strong>Qual referência adotar?</strong></p><p>A: A mediana dos 90 dias anteriores, que é verificável e obriga estabilidade fora da promoção.</p><p><strong>Desconto pode ser substituído?</strong></p><p>A: Sim, por frete, brinde, prazo estendido ou condição exclusiva de canal, sem destruir a referência.</p><p>1. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/16/10/2026/ecommerce/black-friday-45-dos-produtos-nao-tiveram-desconto-real-em-2025-aponta-estudo/" target="_blank">Estudo sobre ágio real</a></p><p>2. <a href="https://mercadoeconsumo.com.br/11/10/2026/logistica/lojas-com-frete-gratis-concentram-894-do-faturamento-no-e-commerce-d2c/" target="_blank">Receita D2C</a></p><!--SEO Title: Nem toda oferta anunciada trazia vantagem ao compradorMeta Description: Estudo mostra 45% dos produtos sem ágio real na Black Friday; veja como definir referência de preço e preservar confiança.Canonical URL: https://www.bxtdata.com/insights/agio-real-referencia-preco-->