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Disponibilidade sobe com entrega diária
2026-10-30博晓通

Disponibilidade sobe com entrega diária

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Até 30 de outubro de 2026, a Unidasul Distribuidora Alimentícia identificou R$ 113,7 mil em oportunidades de recuperação de vendas em um projeto piloto realizado em quatro lojas da rede, em parceria com a Neogrid. O trabalho foi conduzido entre setembro de 2025 e maio de 2026 e nasceu de um desafio comum ao varejo alimentar: transformar informações sobre ruptura e disponibilidade em ações capazes de gerar impacto financeiro na operação, e não apenas em relatórios semanais de acompanhamento.

Quatro lojas, 32,9 por cento do mix

Fatos conhecidosNão confirmadoA verificar
Piloto em quatro lojas identificou R$ 113,7 mil em oportunidades de recuperação de vendas entre setembro de 2025 e maio de 2026O impacto na margem líquida e o custo do projeto não foram divulgadosGanho por categoria, tempo de execução por loja, custo da assinatura da plataforma

Com a implantação do modelo OSA em Rota, a operação passou a usar dados e alertas para identificar diariamente os itens com potencial de recuperação de vendas. A partir dessas informações, as equipes priorizaram produtos de maior impacto financeiro e acompanharam a execução das ações por loja, em vez de tratar o sortimento inteiro com o mesmo nível de atenção.

O número que resume a mudança é 32,9 por cento: essa é a fatia do mix monitorado que apresentou oportunidade de recuperação. Isso significa que dois terços dos itens não precisavam de intervenção, e a operação vinha gastando tempo de reposição em prateleira que já estava correta. Separar esse terço do restante é o ganho operacional que antecede o ganho financeiro.

Da rotina de acompanhamento para a ação dirigida

A rede já contava com processos de auditoria e acompanhamento das lojas antes do piloto. A diferença não foi medir mais, foi decidir mais rápido. Em vez de uma rotina baseada principalmente no acompanhamento, a operação passou a uma atuação direcionada, com prioridades definidas por potencial de retorno e execução verificada item a item.

Esse é o ponto em que a maioria dos projetos de disponibilidade trava. O dado existe, o alerta chega, mas a equipe de loja não tem tempo para tratar centenas de sinalizações por dia. Quando o sistema entrega uma lista curta ordenada por impacto financeiro, a taxa de execução sobe sem aumentar o quadro de funcionários, e o indicador deixa de ser uma média que esconde extremos.

O que a expansão exige antes de acontecer

A rede afirmou que o objetivo agora é consolidar o processo e ampliar o projeto, e que os ganhos da primeira etapa, obtidos em apenas quatro lojas, reforçam o potencial da iniciativa. Ampliar exige padronizar o que funcionou: qual frequência de alerta, qual critério de priorização, qual responsável por executar e qual prazo de resposta em cada bandeira.

Abastecimento diário é a outra metade da equação

A disponibilidade não depende apenas de alerta; depende de o produto existir no depósito. Redes que ampliaram a frequência de abastecimento em perecíveis mostram o outro lado do problema: o Grupo Koch, ao inaugurar sua quarta loja em Blumenau e chegar a 102 operações em Santa Catarina, destacou atenção especial a hortifrúti, padaria e açougue, com abastecimento diário e foco em frescor.

O Peruzzo seguiu caminho parecido no Balneário Cassino, com cerca de 12 mil itens, padaria de produção própria e rotisserie, em uma loja planejada para atender moradores e veranistas na véspera da temporada de verão. Sortimento amplo sem reposição na frequência certa produz prateleira bonita e ruptura alta, que é o pior combinação possível para o indicador.

Por que medir por categoria muda a conversa

Medir disponibilidade apenas no total da loja esconde o problema: uma média de 97 por cento pode conviver com 20 por cento de ruptura em uma categoria que responde por um terço do faturamento. Ao medir por categoria e por loja, a rede descobre onde o real está sendo perdido, e a priorização deixa de ser intuitiva para se tornar aritmética.

  1. Medir disponibilidade por categoria e por loja, não apenas no total
  2. Ordenar os itens com potencial de recuperação por impacto financeiro
  3. Definir responsável e prazo de execução para cada alerta
  4. Comparar a frequência de abastecimento com a ruptura observada
CampoExemplo
CategoriaPerecíveis
DisponibilidadePercentual de itens em gôndola
OportunidadeValor em reais por loja
Prazo de execuçãoHoras entre alerta e reposição
RedeMovimentoEfeito na disponibilidade
UnidasulOSA em Rota em quatro lojasR$ 113,7 mil em oportunidades mapeadas
Grupo KochQuarta loja em Blumenau, 102 em SCAbastecimento diário em perecíveis
PeruzzoLoja no Balneário CassinoCerca de 12 mil itens com produção própria

Perguntas Frequentes

  • Quanto a Unidasul recuperou no piloto?

    R$ 113,7 mil em oportunidades de recuperação de vendas, identificadas em quatro lojas da rede entre setembro de 2025 e maio de 2026.

  • Qual foi a participação do mix monitorado?

    32,9 por cento do mix monitorado apresentou oportunidade de recuperação, o que permitiu concentrar a reposição apenas nos itens com potencial financeiro.

  • O que mudou na rotina da operação?

    A operação passou de um acompanhamento geral para uma atuação dirigida, com prioridades definidas por impacto financeiro e execução verificada item a item.

  • Por que medir disponibilidade por categoria?

    Porque a média da loja esconde extremos. Uma média alta pode conviver com ruptura elevada em uma categoria que responde por boa parte do faturamento.

Fontes