Até 1 de novembro de 2026, o Abrasmercado, indicador que acompanha a variação de preços de uma cesta de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 1,09% em setembro, depois de quedas de 1,24% em julho e de 0,57% em agosto. O valor médio da cesta passou de R$ 837,14 para R$ 846,22, e o acumulado de janeiro a setembro chega a 5,73%. Para quem acompanha preço em loja e área comercial, o dado não serve apenas como manchete de inflação: ele mostra quais categorias puxaram o índice e onde a margem da loja foi comprimida.
O que a alta de setembro mostra
O movimento tem dois blocos. De um lado, os básicos: arroz subiu 4,56% em setembro, óleo de soja 1,83% e açúcar refinado 1,11%. De outro, os frescos: tomate 37,76%, batata 24,07% e cebola 10,14%. Os primeiros respondem a custo e a estoque; os segundos respondem a clima e safra, e chegam ao consumidor com muito mais velocidade.
Na direção oposta, feijão recuou 4,12%, terceira queda mensal seguida, café torrado e moído caiu 1,09%, frango congelado 1,96% e ovos 1,84%. O contraste é a informação mais útil da leitura: não houve alta generalizada, houve deslocamento de preço relativo dentro da cesta, o que muda a conversa sobre elasticidade e sobre onde colocar promoção.
Preço relativo muda a decisão de loja
O que subiu e o que cedeu
Feijão acumula alta de 36,43% no ano, mesmo com três quedas mensais; leite longa vida acumula 27,00%; cebola, tomate e batata acumulam 61,81%, 58,70% e 45,55%. Do outro lado, café cai 16,19% no ano, açúcar 13,64% e óleo de soja 8,59%. A cesta de 12 básicos ficou praticamente estável em setembro, com variação de 0,12%.
Leitura regional
Em setembro, as cinco macrorregiões registraram alta. A maior foi no Centro Oeste, de 1,97%, com a cesta passando de R$ 786,58 para R$ 802,04; a menor foi no Nordeste, de 0,70%, de R$ 751,61 para R$ 756,86, que segue como a cesta de menor valor. Norte, Sudeste e Sul avançaram 1,83%, 1,50% e 1,38%.
| Item | Setembro | Acumulado no ano |
|---|---|---|
| Tomate | +37,76% | +58,70% |
| Batata | +24,07% | +45,55% |
| Arroz | +4,56% | +4,96% |
| Leite longa vida | -0,26% | +27,00% |
| Feijão | -4,12% | +36,43% |
| Café torrado e moído | -1,09% | -16,19% |
Como usar o indicador na rotina da loja
O primeiro uso é como régua regional. Comparar o preço praticado na própria loja com a média da macrorregião mostra se a diferença vem de custo logístico ou de decisão comercial; sem essa régua, qualquer variação parece problema de execução.
O segundo uso é como gatilho de sortimento. Quando um item de alta frequência sobe muito, a resposta do varejo costuma ser embalagem menor, marca própria ou substituição de origem; quando cede, a resposta é promoção de volume. O indicador aponta o momento, a decisão continua sendo da área comercial.
Como auditar preço de cesta
A auditoria precisa ser reproduzível, porque a comparação é pública e muda de mês em mês. Cada etapa deve gerar um documento que outra equipe consiga reabrir depois. Sem essa linha de base, o desvio relatado fala mais sobre a data da coleta do que sobre o comportamento do preço.
Perguntas Frequentes
O que a alta de 1,09% em setembro significa na pratica?
Significa que a cesta de 35 produtos de largo consumo voltou a subir depois de duas quedas: 1,24% em julho e 0,57% em agosto. O valor medio passou de R$ 837,14 para R$ 846,22, e o acumulado de janeiro a setembro chega a 5,73%.
Por que hortifruti puxou o indicador?
Porque tomate, batata e cebola subiram 37,76%, 24,07% e 10,14% no mes. Sao itens de clima e de safra, com oferta sensivel a chuva e temperatura; quando a colheita atrasa, o preco de gondola responde em dias, e o consumidor percebe antes de qualquer comunicado.
Quais itens caíram e por que isso importa?
Feijao recuou 4,12%, cafe 1,09%, frango congelado 1,96% e ovos 1,84%. Isso importa porque mostra que a alta nao e generalizada: e um deslocamento de preco relativo dentro da cesta, o que muda a leitura de elasticidade e o desenho de promocao.
Como usar o indicador na rotina de loja?
Como referencia de comparacao regional. Em setembro a maior alta foi no Centro Oeste, de 1,97%, e a menor no Nordeste, de 0,70%; comparar a propria loja com a regiao mostra se a diferenca vem de custo ou de decisao de preco.









